Marcopolo Torino, um clássico.

 http://hattie.wordpress.com/2009/10/11/dois-dias-dois-museus/

Os trólebus são, basicamente, ônibus eléctricos que usam a energia da rede pública. Enquanto eles prosperam no resto do mundo, notadamente na Europa, por cá a mentalidade pré-bolchevique está exterminando os remanescentes. Há um site específico a respeito em português, o Trólebus Brasileiros (http://www.trolebusbrasileiros.com.br/) que tem histórico de modelos e empresas, curiosuidades e uma bela coleção de modelismo de papel, para download gratuito. Mesmo não sendo de actualização diária, vale como consulta. O consumo de energia não chega a 2,5kwh por quilômetro, dá para rodar no mínimo cinco quilômetros com o consumo diário de uma casa modesta.

A Espanha está voltando a investir maciçamente no meio de transporte (veja aqui). Assevero que eles não podem mais do que nós, bem pelo contrário.

Trólebus

Bonitão, heim!

Trólebus

Poderíamos ter até melhores, se quiséssemos.

Segundo este documento em PDF do ITDP (Institute of  Transportation and Development Policy) os maiors problemas problemas do trólebus no Brasil são a precariedade do nosso sistema público (a quantidade de gatos só piora) além de curvas acentuadas, asfalto ruim (eles não gonhecem Gioiânia) e grande quantidade de obstáculos que obrigam a manobras complexas, já que o veículo não pode se desconectar da rede.

Segundo a Revista Autobus, do amigo Antônio Ferro (clique aqui, vale à pena), São Paulo ainda não desistiu do modelo de transporte. Mesmo não sendo um substituto, o trólebus tem uma flexibilidade que o metrô não tem, por ser um trem e depender dos trilhos (ver aqui). Uma alternativa é o trólebus híbrido, que utilizaria um motogreador para quando precisar se desconectar da rede. Mas são veículos muito caros, não raro passando de meio milhão de reais, cujo atrativo econômico está a longo prazo… Tá, nem tão longo, já que a manutenção requerida é mínima.

Um incômodo que o trólebus causa é a poluição visual, por causa do emaranhado de fios de grosso calibre na rede aérea. Existem projectos pilotos na Ásia de alimentação por indução, onde a fiação alimentadora fica sob o pavimento da rua, eliminando qualquer risco de eletrocução. Os resultados primários são animadores, mas eles ainda têm muito teste pela frente. Até lá, uma solução seria usar fiação subterrânea para o abastecimento estacionário (casas, comércio, et cétera) deixando para o veicular a aérea. E pensem bem, a poluição do ar não incomoda bem mais do que a aérea. Dá para desviar o olhar, não os pulmões.

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