O carro é bonito, sem dúvida, mas será que vem?

Longe da polêmica que assola o Chevrolet Volt, seu gêmeo Opel Ampera é aguardado com ansiedade na europa, onde custará a bagatela de R$101.100,00… Imaginem se for importado! Com os incentivos, pode cair para  R$ 90.500,00; ficaria por uns duzentos e setenta mil, se trazido.

A pré-produção já começou, segundo a Opel.

Durante sessenta quilômetros, em velocidade de cruzeiro, ele é capaz de rodar só com as baterias, após o quê o motor à combustão passa a gerar a energia. Como o Volt, vítima da má fama de que a GM ainda não conseguiu se desvencilhar, o Ampera não tem ligação física entre o motor à gasolina e as rodas de tração. Alguns populares e jornalistas estranharam o tranco sentido, quando este entrava em funcionamento, como se uma embrenhagem fosse acoplada. O que acontece é que todo motor de pistões (o convencional, do teu carro) inicia seu funcionamento em rotações bem acima da marcha lenta, uma vez que o teste foi feito também em velocidades moderadas, a potência inicial dá mesmo essa sensação, como se estivesse acelerando forte com uma reduzida. Tudo questão de estudar o projecto do carro e de a Chevrolet conseguir limpar seu nome, que ainda não brilha ao sol.

A boa velocidade máxima é de 161km/h, com promessa de fazer de 0 a 100 em nove segundos. A aceleração tem algum vigor, fruto do torque instantêneo do motor eléctrico, embora em velocidade final ele possa ser alcançado por um popular prêmium brasileiro. Com o motogerador, ele roda até 500km sem reabastecer, em trajeto urbano pode ser conectado a uma tomada para recarga das baterias, que ainda se beneficiam da frenagem regenerativa. Consumo prometido, com o combustível queimando: 62,5km/l. Algum dono de posto de combustível se arrepiou todo? Eu também. Até os ecologistas mais optimistas ficaram com cara de “hainn???”. É esperar 2011 para ver. Aqui uma galeria de imagens do Ampera.

Seu porte é médio-grande para os padrões brasileiros, são 4,4m de comprimento, com largos 1,79m de largura, o que garante o conforto dos ombros e de passageiros mais robustos, o porta-malas leva 301 litros; francamente é pouco, mas não é insuficiente. As baterias de lítio estão bem encaixadas e não incomodam os dois ocupantes do banco traseiro, não são cinco por conta do túnel central que as abriga. No Brasil provavelmente haveria um quinto cinto de segurança, pois a maioria das pessoas ainda se lembra de Fusca e Opala, com seus volumosos túneis centrais, e ninguém reclamava do conforto do Chevrolet. Pode ser estranho viajar de pernas meio abertas, mas asseguro que não constitui incômodo.

Mas quem deve vir mesmo, se vier, é o polêmico Volt, testado pelo Gren car (click here, in english). Se beneficiando da logística e, se a GM se valer de sua velha esperteza, o fará em CDK  (peças prontas montadas em outro país, como o Tucson “brasileiro”) no México para usufruir das isenções fiscais e entrar no Brasil mais competitivo.


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