Aqui uma página da aviação começa a ser virada.

Especialmente para as grandes cidades, é uma promessa que finalmente foi feita de forma consistente. A divisão de inovações da Sikorski, este fabricante de helicópderos, conseguiu montar um aparelho eléctrico. A boa notícia para os metropolitanos é que o motor corresponde por cerca de metade do ruído, uma fonte eliminada neste protótipo. A má notícia é que a autonomia não excede vinte quilômetros, então fica só no campo da pesquisa, por enquanto.

A notícia contaminou rapidamente os sites correlatos ( aqui e aqui). Apesar da autonomia muito restrita, a vitória de uma aeronave á baterias conseguir decolar e ser operacional é para ser comemorada. É o primeiro, e com este primeiro já se pode fazer uma pequena viagem de emergência, burlando o congestionamento, as curvas, a contra-mão e os semáforos.

O modelo Firefly não é bonito, ainda mais se comparado ao clássico modelo Esquilo, campeão de vendas e figurinha fácil até mesmo no Brasil, mas também está longe de assustar criancinhas.

A maior vantagem dele, porém, é a extrema simplicidade que tomou o lugar de uma mecânica cara, complicada e relativamente delicada, basicamente um motor eléctrico de 190cv e uma transmissão por polia. Os custos de manutenção são irrisórios se comparados aos de um helicópdero comum, mesmo os mais simples e espartanos do que o Firefly. ironicamente o benefício gerou um efeito colateral, os pilotos estão sentindo falta do ruído, que mesmo sendo um incômodo, lhes dá uma noção rápida e precisa do funcionamento do aparelho. para atenuar o “problema da solução”, há um painel de cristal líquido na cabine, alimentado por sensores que monitoram todo o funcionamento do veículo em tempo real, inclusive das frágeis baterias de íon de lítio, cento e cinqüenta de 45 ampéres ao todo.

Aliás, está nelas o calcanhar de aquiles. Se em um automóvel é chato ficar sem carga durante a viagem, em uma areonave pode ser fatal. Pensaram? Todo mundo feliz e de repente: PUM!!! O aparelho cai feito uma jaca podre no chão. O controle é rígido e eficaz, sem economia de espécie alguma, justo para evitar este problema.

Uma vantagem deste Firefly sobre seus irmãos queimadores, é a rapidez da partida. Ligado o motor, pode-se decolar quase que imeditamente, enquanto os outros levam alguns preciosos segundos para atingir rotação mínima de sustentação. Uma aeronave de resgate pode precisar destes segundos para evitar um obito.

Uma sugestão deste escriba seria o uso de heliportos com carregamento similar ao dos trólebus plug-in, em que uma aste se eleva para a recarga das baterias. Esta poderia até mesmo fornecer a energia para a decolagem, que pé um momento crítico e dispendioso para qualquer vôo, e estenderia um pouco a autonomia.

Preço? Nem pensar, ainda é uma pesquisa e vai amadurecer muito até estar pronta para a venda, mas certamente não custará menos do que os actuais. Em compensação, os felizes proprietários assinarão cheques bem mais magros na hora de cada revisão.

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