Italianos e russos, suem! Eday hatch vem com o corpitcho enxuto!

Lindo? Não, mas atende a quase todas as tuas necessidades.

A  novata Eday-Life, dirigida pelo ex-director da Holden (que fabrica o “nosso” Ômega) Laurie Sparke, anunciou um carro eléctrico por U$ 9990,00!!!

Como chegou a este preço? Primeiro porque será feito na China; segundo que a projeção é de vender cinqüenta mil ou mais carros por ano, rateando assim os custos entre um número bem grande de consumidores; terceiro pode ser visto na lateral da imagem, na porta traseira, o vidro é fixo, no máximo basculante, como no Fusca; quarto e último, mas não menos importante, eles dizem que a manufatura será tremendamente enxuta, como é com os computadores Dell, resultando um número reduzido de componentes e, assim, de etapas de produção, o que explica os baixos 450kg que atribuem ao modelo. Galeria aqui.

A autonomia esperada é de duas horas a razoáveis 80km/h, sua velocidade máxima. Isto pode matar muitos motoristas de raiva, mas quem consegue mais em vias urbanas? Lembrando que não faz tanto tempo, oitenta por hora era o limite de velocidade em todas as estradas brasileiras. E nas de hoje, esburacadas, quem corre mais? Um “luxo” será a tela sensível ao toque no painel. Quantos carrões têm esta comodidade?

Está previsto para 2012, primeiro para aluguel, claramente para adoçar a boca da potencial clientela, sinal de que confiam no que estão fazendo, logo depois para venda a particulares.

Brasil? Bem, se depender do sucesso que os chineses estão fazendo por cá, acenando com preço/acessórios e esquecendo quase todo o resto, é provável que venha. Mesmo imoportado, dificilmente custará mais do que trinta mil reais, uma pechincha em se tratando de carro eléctrico, ainda mais diante do Reva indiano, que custa mais do que o dobro e só leva duas pessoas.  Quanto à qualidade do carrinho, só o tempo poderá dizer, mas é bom lembrar que a Austrália segue mais ou menos o padrão americano de robustez, que é muito alto. Quem sabe até uma fábrica aqui, aproveitando a logística privilegiada, e se o novo governo não mancar como o ainda vigente com a mobilidade eléctrica!

Anúncios