Fãs desavisados da família Ford estão preocupados, com todos os holofotes virados para o Chevrolet Volt. Para quem não sabe, apesar de ser uma sociedade anônima a Ford ainda é uma empresa familiar, e os descendentes de Henry Ford ainda dão as cartas e impõe muitas decisões, como a sábia estratégia de eliminar todas as terceirizações possíveis, para reumanizar e aumentar o controle de qualidade da produção. Vale lembrar que é a única das três grandes que dispensou a ajuda governamental, o que especuladores tomando conta não permitiriam.

  Executivos e operários confraternizando, socialistamente juntos, o êxito do projecto.

O que ocorre com a Ford é que ela decidiu tomar um caminho totalmente diferente, decidiu seguir a linha de pensamento da Mercedes-Benz (com seu E400 híbrido) e agradar à clientela cativa. Exemplo que eu já dei com o Fusion híbrido que servirá de carro presidencial no Brasil. Enquanto as outras querem causar impacto com modelos exclusivos para a motorização híbrida, a Ford decidiu simplesmente fazer uma reengenharia em seus modelos já conhecidos, especialmente os mais modernos, como Focus e Fiesta. Vantagem? Primeiro o reconhecimento imediato do consumidor, segundo a facilidade em se encontrar peças de reposição ou equipamentos originais, terceiro os baixos custos de não ter que desenvolver um carro totalmente novo, ao menos por enquanto.

As carinhas de satisfação dos repórteres traduzem tudo.

Para o Brasil, tudo depende do sucesso do Fusion híbrido, que custa 50% mais do que o comum. Mas a julgar pelo prestígio que os digníssimos leitores têm dado a este humilde blog, e à proliferação de bons sites e vídeos sobre o assunto, as chances são maiores do que as do Volt, não só por questões de custo, mas porque o brasileiro valoriza muito a facilidade de revenda, e revender um modelo já consagrado é muito mais fácil.

Test drive com o Focus plug-in europeu. Não adianta aumentar o volume do teu som!

Para os fãs da marca e da família Ford, só digo para que cooperem e confiem. Se vocês estiverem dispostos a gastar mais pelo aparentemente menos, é certo que ainda veremos os ovais azuis aquecendo na tomada de muitos shoppings, enquanto vocês fazem compras. É o meio mais fácil de lembrarmos da maciez e do silêncio do sólido e saudoso Landau.

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