É só um desenho, mas o carrinho já existe.

O empresário Nikola Monaco, fundador da MMR Autosporte, especialista em veículos de fibra-re-vidro, promete passar Eike Batista para trás. Já está praticamente pronto o primeiro carro híbrido plug-in do Brasil, o MMR City, ou simplesmente City, nome  usado pela Fiat nos anos oitenta em uma picapinha derivada do 147. Aliás, a picape Work, o furgão Work CR e a Work Van também darão as caras, segundo promessa do empresário que trabalhou quieto até ter tudo pronto para não dar furo. Serão feitos de fibra-de-vidro com curauá, uma bromélia de grande porte como o cisal. A estrutura será tubular. Os pneus serão os simples e eficientes 175/65R14 com rodas de liga leve. A robustez dos carrinhos é prometida por dois factores: a tradição de nossos fora-de-série em ter baixo desempenho e longa vida útil, e a necessidade de carregar as imensas e pesadas baterias tracionárias de chumbo.

Os 2,6m de comprimento e 650kg do City serão empurrados por um motor traseiro de dez cavalos, alimentado por doze baterias tracionárias fornecidas pela Tudor, que é tradicional fornecedora para carros de golfe e empilhadeiras. Autonomia de uma hora à máxima de 100km/h. Mas, peraí, como um carro como potência de motocicleta urbana consegue atingir cem por hora? Além de uma aerodinâmica razoável, há o facto de dispensar as caixas de câmbio, que chegam a consumir até um terço da potência que deveria chegar às rodas, assim é como se ele tivesse de treze a quinze cavalos, para efeito de rendimento e autonomia. Na dianteira ficarão o estepe e um gerador à etanol, que estenderá a autonomia para 300km. Tudo orquestrado por um sistema electrônico desenvolvido no Brasil, pela NPR Eletrônica, incluindo regeneração pela frenagem.

Picape e furgão serão mais robustos, serão setecentos quilos e quinze cavalos de força, para empurrar seus 2,9m, com carga útil de: 400kg para a picape, 370kg para o furgão e 350kg para uma versão van. O Fusca leva nominalmente 355kg, embora já tenha visto muitos carregarem o equivalente a outro Fusca (800kg) entre carga e tripulação. Não que eu recomende, pelo contrário, mas exemplifica bem que não é tão pouca carga assim.

Os preços, inicialmente salgados, são:

  • R$46.000,00 para o hatch;
  • R$52.000,00 para a picape;
  • R$54.000,00 para o furgão;
  • R$56.000,00 para a van.

Reconheçamos, a van é uns vinte por cento maisa cara do que a Kombi, mas se trata de um projecto de fora-de-série, com pretensões para fornecer vinte carros por mês, inicialmente, e boa parte do preço sai das baterias, que ainda são o calcanhar de aquiles de todo eléctrico. A Kombosa já pagou há décadas seu investimento e só não muda porque a montadora não quer.

Os preços seriam ainda maiores se a empresa investisse no desenvolvimento de tudo, mas teve o bom senso de usar peças de vários carros nacionais, como Mille e Fox, que doaram pára-brisas e faróis, além de meia-lanterna traseira do Polo Sedan. Bizarro? nem tanto. O modelo está longe de ser lindo, mas um país que compra Dobló e Corola não pode reclamar da estética dos MMR. Em princípio as encomendas já podem ser feitas pelo e-mail: mmr-motorsport@uol.com.br. Outras fontes aqui, aqui, aqui e aqui.

A imagem de traseira veio do site Turocarros, as demais da Quatro Rodas.

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