Piloto de rallie vive entrando em fria!

Apesar dos sabotadores, há gente séria querendo trabalhar à sério conosco.

A Saft Batteries (página em inglês ou francês) inaugurou um escritório em São Paulo, sob a gestão do senhor Guido Petit. O foco inicial é a divulgação e promoção da tecnologia de baterias recarregáveis de níquel, pelas quais, hoje, temos que pagar a peso de ouro em importações independentes ou terceirizadas, mas também dará suporte aos clientes usuários das íon de lítio, das quais a maioria ainda não sabe o que fazerem em caso de pane.

Aqui, em PDF, a carta oficial em português sobre esta inalguração. Também em PDF, aqui, um número da revista informativa, em inglês. A carta começa com o reconhecimento ao Brasil, pelo desenvolvimento econômico em plena crise, mas não delonga e vai directo ao assunto, com riqueza de detalhes, telephones e e-mails dos responsáveis a quem a imprensa pode se reportar.

Como meio de divulgação da marca, e aperfeiçoamento tecnológico, a Saft também investe em esporte, mais especificamente automobilismo desde 2009, com o prêmio Trophee Andros. A Andros Electric Trophy ( aqui e aqui) utiliza carros eléctricos de corida de apenas 800kg (o peso de um Fusca) com até 130kwh, ou 176 cavalos-vapor. Se lhes parece pouco, lembro que um motor eléctrico com este rendimento dificilmente precisa de reduções, e quando precisa é de uma só, o que elimina quase todas as perdas mecânicas de uma transmissão normal, que chega a roubar um terço da potência. Sem contar que o torque está todo disponível assim que o piloto quiser, proporcionando arrancadas e retomadas dignas de um dragster. Para um rallie é preferível o torque absurdo que um motor desses oferece aos altos giros de um motor à explosão de 400cv, por exemplo, pois as condições das provas não permitem desenvolver velocidades muito altas. Sem contar que são carros bonitos, apresentáveis para uso normal.

O site da empresa é uma pequena cidade, fácil de navegar, sem firulas desnecessárias a cada mudança de página e com informações detalhadas e acessíveis ao público em geral. Inclusive notícias e calendário do Trophee Andros 2010/2011.

Agora a pergunta que alguns se farão: Por que baterias de níquel e não de litio? Não ficou claro, mas posso deduzir. O Brasil é muito rico em níquel, há até uma cidade em Goiás chamada Niquelândia (aqui, aqui e aqui) que tem na jazida sua principal riqueza. Para nós é muito mais econômico produzir e utilizar baterias de níquel. E eu já disse aqui e em vários outros lugares, prefiro as baterias de níquel às de lítio. São mais robustas, confiáveis e com elas não dependemos de jazida alheia. Acrescentando que o níquel é mais simples e seguro de se manusear, manufaturar, utilizar e reciclar.

Agora a pergunta que outros se farão: Quanto estou ganhando com este artigo? Nada. Como em todos os outros, só tenho o ônus de pesquisar, investigar, editar o que for necessário e repassar a informação do modo mais conciso e completo possível.

Entrem nos links que publiquei, vocês terão muito proveito com eles.

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