Denise Johnson, presidente da ainda poderosa GMB

A General Motors mudou de idéia, não gostou da experiência de quando tinha sido rebaixada a coronel e quer agir rápido.

A bela presidente da GMB Denise Johnson confirmou a vinda de algumas unidades do Chevrolet Volt ao Brasil, para tentar convencer o governo a estimular (com menos burocracia e menos tributação) a produção e importação de eléctricos puros e híbridos no país. Impressionar e testar a reação do público também está nos planos da demonstração. Se até os americanos babaram, não será o brasileiro que ficará indiferente ao arrojo e aos mais de cem mil reais que o Volt deverá custar, se for importado oficialmente. Para comentar nos sites de origem, ver aquiaqui e aqui, mas cuidado para não desanimaram com o choro dos descrentes e desiludidos; não sem razão, claro.

E para não perder tempo, o Volt já consta no site da Chevrolet do Brasil (ver aqui), com uma página de apresentação e outra com uma pequena galeria. Sem desmerecer o estilo externo, o painel é um estouro. Parece precipitado? Não é. É assim que as grandes corporações agem quando têm interesses em jogo, elas não perdem tempo. Posso dizer até que estão mais civilizadas que antes da crise.

A General Motors está aproveitando o entusiasmo do consumidor, que mesmo voltando a comprar picapes de várias toneladas, está recebendo bem o Volt, para ganhar novos mercados. Já há anúncios de que estuda meios de baratear um pouco o híbrido (aqui) que é caro mesmo nos Estados Unidos, mesmo com os incentivos. Os próprios desenvolvedores do carro estão envolvidos na divulgação de suas qualidades, o que divulga por tabela seus talentos profissionais, como neste vídeo aqui. Ele destaca algo que os americanos ainda prezam demais, e deixaram claro quando nos deram o Ford Galaxie, a maciez ao rodar.

Capaz de rodar 120km com uma carga de bateria, o Volt chega a 544km quando o gerador é acionado automaticamente, quando a carga está baixa. na verdade a GM preferiu dar mais durabilidade às baterias, programando o motor à gasolina para entrar em ação bem antes. Sem isto ele poderia rodar duzentos quilômetros ou mais com uma carga eléctrica, mas as baterias de íon de lítio acabam sendo poupadas e durando muito mais anos com esta estratégia.

Outro detalhe a ser considerado é que toda a linha da Chevrolet do Brasil será renovada até 2014. Provavelmente todos os modelos fabricados hoje no país, da marca, sairão de linha para darem lugar a modelos totalmente novos. Esperanças de ver um Volt embarcando em uma cegonheira no ABC paulista? Remotas, mas o cenário é muito favorável, as chances existem; mínimas, mas existem. Muito depende da outra presidente, a Dilma Roussef.

Teste do Volt, em inglês, lamento: 

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