No mapa, a previsão inicial de lançamento, que está sendo revista.

Por pressão da demanda, a produção e venda minguadas do Chevrolet Volt (não mais que trezentos e cinqüenta carros) serão ampliadas.

Notícia original aqui.

Por conta das dimensões dos Estados Unidos, um pouco maior do que o Brasil, a GM temia que o consumidor reclamasse da autonomia e tinha decidido iniciar as vendas aos poucos, abrangendo gradualmente todos os cinqüenta Estados do país. Até o ano passado só era oferecido na Califórnia, mas os outros quarenta e nove chiaram, fizeram encomendas à revelia dos argumentos dos vendedores, que repassaram o recado à montadora.

Por conta do processo mais demorado de produção, a maioria ainda terá que esperar até o fim do ano para comprar o seu, já que há problemas políticos implícitos no fornecimento de lítio, matéria-prima das placas das baterias do Volt. Não bastasse estas baterias serem naturalmente mais melindrosas de se fabricar.

Provavelmente a GM, que mostrou ter aprendido com a surra da última crise, já está trabalhando para acelerar e baratear a produção destas baterias, ou de similares com confiabilidade e densidade energética condizente, o que pode antecipar a entrega para os setenta por cento que aguardam seu Chevy híbrido.

E o Brasil? No texto “De Cindo a Dez Volts” eu citei que algumas unidades estão sendo importadas para testes pela própria Chevrolet do Brasil, e para mostrar aos burocratas de Brasília que carros eléctricos existem e não fazem os tanques dos carros ao redor explodirem. Com o aumento da produção e o interesse que certamente despertará por aqui, não tenho dúvidas que planos oficiais de importação pela montadora sejam formalmente apresentados. Porque a imprensa nacional especializada estará presente e vai querer tirar todas as casquinhas que puder, o brasileiro terá todas as informações (e algumas abobrinhas) possíveis a respeito da actual maior estrela mundial do plug-in… Ah, quase ia me esquecendo. A arqui-rival Ford já traz o Fusion híbrido para cá. O que uma faz a outra nunca deixou barato, desde o início do século passado, então podemos ter algumas esperanças, e demonstrar interesse, claro.

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