Depois da notícia de um helicópdero eléctrico experimental, temos um avião eléctrico já à venda. Ver aqui, aqui e aqui.

Por US$ 83.000,00 a Yuteec entrega o E430. Sediada em Shangai, a empresa se orgulha de seu aviãozinho para duas pessoas, que custa o mesmo que um bom Porsche Cayenne, mas que só consome dois dólares em energia a cada hora de vôo motorizado, planando sai de graça. Trata-se de um avião pequeno com autonomia entre 1,5h e 2,5h, respectivamente com seis e dez pacotes de baterias. E se acabar a bateria lá em cima? Sem problemas, ele também é um planador e consegue percorrer até 25m para cada metro que desce, enquanto plana. A recarga completa, em nossas tomadas de 220v, leva apenas três horas.

Nem tudo são flores, e é o que vem agora que torna o E430 um brinquedo de milionários.  A baixa autonomia o torna adequado para circuitos municipais, nunca para uma viagem, excluindo a aviação comercial de seu portfóio. O motor e as baterias duram, em média, apenas três anos. O que, claro, não tira o brilho da iniciativa. Também que, mais claro ainda, não impede que os compradores se valham do avião em fim de vida útil para colocar sua equipe de técnicos em ação. Compensaria? Talvez sim, talvez não. O facto é que quem comprar este veículo estará preocupado não só em voar com não mais que 90dB, o que é quase mudo para um avião, mas também em não gerar mais resíduos do que o necessário. Assim, gastar alguns milhares de dólares para reparar ou substituir o motor e as baterias de polímero de lítio pode estar nos planos da clientela em potencial. Quem quer conforto e facilidades, não comprará.

O E430 (parece nome de Mercedes!) tem 6,98m de comprimento, 13,8 de envergadura, pesa apenas 250kg (menos do que qualquer carro de verdade) e leva duas pessoas. Suas baterias têm 13kg, fornecendo 66,6v e 30Ah para os 40kw (54,4cv) dos 17kg do motor. É por isto que as baterias duram pouco, são extremamente exigidas, para poupar peso e espaço.

Ainda é cedo para se sonhar com um Boeing eléctrico, mas um Xavante, para não muitos anos adiante, quem sabe…


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