Em um passado não muito distante, as forças armadas dos Estados Unidos, juntamente com o serviço secreto, era responsável por grande parte dos avanços tecnológicos do mundo inteiro. Segredos: Necessidade, desburocratização, ousadia, capacidade de aprender com os erros e não se abater com eles, gostar muito do que se está fazendo.

Pois agora as Forças Armadas Americanas voltam a dar um empurrão, desta vez na tecnologia de armazenamento de energia eléctrica; ver aqui. Há muito que os generais perceberam (vide Iraque) que não poderiam confiar em uma fonte de energia que precisava ser transportada a custos altos, riscos elevados e grandes chances de um acidente transformar tudo em fumaça, literalmente.

A Maxwell Tecnologies (see here and here) foi convocada a desenvolver o sistema de ultracapacitores para os veículos militares. Apesar de maiores e mais pesados do que as baterias de lítio mais avançadas, eles permitem descarregar cem por cento da energia disponível e recarga comparável ao reabastecimento de um tanque pequeno. Muito mais importante para uso militar do que peso e volume, são confiabilidade e agilidade. Um bom capacitor pode exceder um milhão de ciclos completos facilmente, fora as pequenas cargas em estacionamentos, frenagens e declives. E pensar que por aqui eles só são utilizados para infernizar a vida dos cidadãos com som no último volume! Outra vantagem é a capacidade de resistir a extremos de temperatura, que comprometem o funcionamento de baterias, ou mesmo as danificam seriamente se utilizadas por longos períodos nas tais condições.

Ainda demorará um pouco até que nossas fábricas substituam placas metálicas e ácido por pilhas de capacitores, mas será bem menos do se os militares não tivessem entrado na roda. Em breve as soluções que o uso intensivo acelera ajudarão a reduzir custos, o que por si só já poderá decretar o fim das caixas de ácido.

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