Eu queria chamar este artigo de “Poderosa Perua da Porsche”, mas percebi que atrairia muita ira para pouca cousa. Mais que fãs, os suvs têm torcedores.

Ainda sem previsão oficial para o Brasil, a Cayenne Híbrida (mais aqui e aqui) está à venda na europa por quase sessenta e seis mil euros. Caro, mas dá o gostinho de um V6 arrancar e acompanhar um V8, bebendo como se fosse um quatro em linha.

O motor à combustão é Audi. Parece heresia, mas é uma marca irmã, do mesmo grupo da Volkswagen, que rende 333cv e 44kgfm. O eléctrico fornece 47cv e 30kgfm a lentas 1150rpm. Combinando, são 380cv e 74kgfm. O consumo combinado, segundo a Porsche, chega a 12km/l.

Uma regalia que a diferencia dos outros híbridos em produção, é poder rodar a 140km/h no modo eléctrico. Com ambos, chega a 242km/h e faz de 0 a 100 em 6,5s… É um Porsche. A bateria de 288v foi alojada na estampa que originalmente abriga o estepe, que agora divide o amplo espaço com as malas.

Uma característima típica da marca, que nasceu do quase indestructível Fusca, é a excelência da engenharia. Os jornalistas foram elogiosos para com o carro e seus acertos. Especialmente para a conversa entre motor V6 e câmbio de oito marchas, sendo as duas tão longas que, a 140km/h, o virabrequim gira a apenas 1300rpm. Manso. Muitos carros populares mal saem do lugar a esta rotação.

Por dentro tem todos os requintes de um híbrido de alto padrão, como acabamento em couro de primeira, monitor de tela sensível ao toque com informações que o motorista comum nem sabe que existem, enfim, a Porsche fez por justificar os cinco mil euros que ele custa a mais do que a versão V6 “simples”.

Por fora houve mudanças sutís, mas que me agradaram deveras, como as grades mais estreitas e o capô mais baixo, mas de acordo com a sobriedade da marca e a aerodinâmica esperada para um carro de alto desempenho. Ficou ligeriramente maior, em relação ao modelo 2010 e com proporções maias harmoniosas.

Abaixo temos um vídeo do primeiro teste feito pela imprensa, aqui um vídeo feito por uma revista japonesa. Não vais entender nada, mas será divertido.

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