Bela imagem de Jean-Marie Urlacher do monoposto eléctrico. Ja!

Os alemães não se fazem de rogados. Os chineses lançaram um avião eléctrico, eles estão testando o seu protótipo (aqui e aqui).

A primeira viagem do Elektra One durou meia hora a pouco mais de quinhentos metros, consumindo três dos 6kWh. Mas o monoposto pode alcançar mais de  quatrocentos quilômetros, fora a planagem.

O aviãozinho alemão carrega cem quilos de baterias, a capacidade máxima é de bons trezentos quilos… Que piloto em sã consciência engordaria tanto? Não se fala em limite de durabilidade, mas o preço de cem mil euros dá uma idéia do quanto a famosa engenharia germânica foi aplicada. Com certeza não é descartável.

Um ultraleve (aqui) também eléctrico está em uso por lá. Bem mais modesto, alcança +- 65km/h de máxima e duzentos metros de altitude, alimentado por baterias de polímero de lítio que fornecem 70 volts e 74ampéres, com potência máxima às 2200rpm. Dá para passear ou mesmo fazer uma ronda policial.

Acabou? Não. Ouro aeroplano (aqui) com máxima de 112km/h e autonomia de 144km também está em testes. Suas baterias fornecem 5,6kWh com vida útil de mil ciclos ou mais. Os teutões estão demorando mais, mas querem produzir algo que os compradores possam usar sem medo e sem prazo de validade.

Quando o Elektra One estará pronto para produção em série, depende dos testes. Talvez não passe de protótipo ou uma pequena série. O que posso afirmar é que este teste abre as portas para aeronaves de maior porte e autonomia. Fazer a ponte Rio-São Paulo, suspensos por hélices eléctricas, já é uma possibilidade real. O problema é que, se os carros eléctricos enfrentam resistência estatal por aqui, imagine as aeronaves…

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