ATENÇÃO! Não ganhei um centavo por isto, então não enche.

Estava eu em uma fila infeliz, que abraçava um quarteirão, quando passei em frente a uma revenda da marca. Fila, vocês sabem, dá muito tempo para observar. Vi o panfleto, acima e me animei. Não, não é a primeira loja a vender uma motoquinha eléctrica em Goiânia, é a primeira marca a vender em Goiânia uma scooter montada no Brasil. Todas as outras se limitam a trazê-las prontas.

Decidi deixar a promoção na imagem porque ela já passou, mas também para dar a vocês uma idéia do quanto esses veículos estão se tornando acessíveis. havia a versão à gasolina exposta, custando mil reais a mais. Desvantagens da Electra: pouca autonomia, pouca potência, pneus pequenos e visual muito comportado para o mau gosto vigente. Outras marcas oferecem mais raio de ação, mais desempenho e pneus menos vulneráveis a buracos por este preço. Mas vamos de novo aos encantos de um veículo à bateria:

  • A autonomia é suficiente para o uso urbano. Ninguém com a sanidade em dia sai com um veículo desse porte à estrada, ainda mais às nossas mortíferas estradas. Em praticamente qualquer lugar em que se estacionar haverá uma tomada para acrescentar alguns quilômetros;
  • 2,72cv não te transformam em um campeão de motovelocidade. Mas nossas metrópoles já registram médias abaixo de 15km/h na hora do rush, quando muito não passa de 45km/h, velocidade em que todo mundo fica feliz da vida porque vai conseguir chegar mais cedo. Vale lembrar que 2,72cv em um veículo desses te faz arrancar com vigor, vencer rampas mais íngremes e ainda ter agilidade a qualquer emergência. Mesmo com menos de três cavalos ela atinge 60km/h;
  • A Vespa fabricada no Brasil, nos anos sessenta, tinha pneus semelhantes, com suspensão mais dura e enfrentava pavimentos mais rudes. Era uma época em que asfalto era comum no eixo Rio-São Paulo, então a nossa amiguinha não terá mais problemas do que nossos avós tiveram. ela agüenta;
  • Leva Duas pessoas e o baú é de série. Lembram da Jog e da AE? Pois é, foram projectadas para levar uma só pessoa, e ainda hoje há muitas rodando por aí, ainda que caindo aos pedaços. Hoje elas custariam quase o mesmo preço;
  • Manutenção mínima. Na pior das hipóteses, um bom eletricista automotivo pode fazer os reparos, quando e se forem necessários;
  • Parou no semáforo, (ou sinaleiro, como queira) ela pára de consumir energia. Só consome quando estiver em movimento, o que no fim das contas pode igualar a autonomia à uma de motor á combustão;
  • Tu podes entrar em casa com ela, já que não há risco de intoxicação, afinal ela não emite gás algum. Eu disse que podes, não disse que deves! Se tua mãe te der uma sova por isso, não venha me culpar!
  • É provável que a chefia te deixe entrar na sala de trabalho com ela desligada. É leve (126kg) e compacta, entra fácil no elevador e não existe a possibilidade de incomodar os colegas e clientes com ruídos que ela não produz. Vantagem nisso? Tu preferes deixá-la nas mãos de um estacionamento duvidoso ou na rua, exposta a meliantes?
  • Tremendamente econômica. Se tu conseguires consumir os dois quilowatts todos os dias, provavelmente não te acrescenta nem quinze por cento na conta de energia, além de não precisar trocar óleo, filtros, não haver risco de abastecer com electricidade adulterada, et cétera. E adivinha se a gasolina, quando conseguirem fazer baixar, voltará aos patamares de antes. A bateria é uma confiável e barata chumbo-ácida de 48v e 36Ah, que no fim da garantia pode ser substituída por um bloco de lítio ou níquel, mais do que triplicando a autonomia;
  • É de uma marca (aqui) que já foi de um brasileiro, mas ainda mantém a ampla rede de revendas autorizadas, com a respectiva assistência técnica.

Lamento que ainda seja a única marca produzida, que eu sabia, em escala no Brasil. Mas como o Fusion, ela pode ser a porta de entrada para outras do gênero, talvez até a Zero Motorcycles (here) se interesse em produzir aqui. Então sim, apesar de o estado atrapalhar, a mobilidade eléctrica se populariza no Brasil.

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