A lenda! Em breve na tomada mais próxima.

A Honda patenteou o desenho detalhado de uma motocicleta que, se não é a Goldwing, é sua irmã gêmea. Mais aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Há um álbum muito bom neste blog aqui.

Para quem não conhece, a Goldwing é a maior rival da Harley Davdison Electra Glide. É a maior motocicleta em produção no mundo. Seu motor é um boxer de seis cilindros e 1832cc. Assim como a Kenworth com seus caminhões, a Honda a declara a melhor motocicleta do mundo.

Enorme, confortável, potente e cheia de equipamentos, é própria para se cruzar os Estados Unidos de costa a costa, com a coluna e região lombar devidamente amparadas pelos bancos.

A única diferença perceptível ente a arquitetura patenteada e a Goldwing feita actualmente, é que aquela apresenta um motor de quatro cilindros. A Honda deixou escapar sem assumir, para adoçar bocas, que existe a possibilidade de uma versão híbrida para breve.

“Especialistas” que sempre pipocam nestas horas estranham, pois “acham” que a configuração híbrida é apropriada para uso urbano.

Acaso um veículo grande não é mais próprio para absorver o peso, o volume e o preço de um bom bloco de baterias? Eu já disse e repito, as montadoras deveriam focar os carros grandes e caros para disseminação dessa tecnologia. Trinta mil reais a mais, para exemplificar,  ficam muito mais discretos em um carro originalmente de duzentos mil do que em um de quarenta mil. Um caminhão teria muito mais proveito do torque e da regeneração por frenagem (que a Goldwig híbrida terá se for realmente lançada) do que uma pic-up derivada. Está barateando, mas se depender de veículos populares vai demorar muito. Veículos grandes e caros podem carregar mais potência, com isso financiar mais pesquisas.

O mote de uma motocicleta desse tipo, porque deste tamanho só ela mesmo, é o torque e suavidade do motor, não do ruído infernal e acelerações bruscas em frente a colégios cheios de garotinhas; é para outro público. Alguns kgfm a mais, aparecendo desde a imobilidade, serão de grande ajuda para a elegante dama e sua grande capacidade de carga. Ainda que o módulo eléctrico não esteja sendo utilizado, em frenagens ele recupera parte da energia que seria dissipada e ajuda na arrancada em seguida, é o sistema “kers” herdado da fórmula1. Quem compra esta motocicleta não está preocupado com consumo, mas poder rodar mais sem precisar parar é um ítem a mais de conforto.

A versão maias cara custa, nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 29 mil. É justo acreditar que a híbrida custaria perto de quarenta mil. No Brasil é justo acreditar que custe por volta de R$ 150 mil. Dará para comprar quatro em solo americano! Vamos aprender a votar direito?

Para quem quer conhecer a lendária Goldwing, eis o vídeo oficial do modelo 2012:

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