Em breve, a liberdade!

Tio Sam não brinca mesmo! Todo mundo olhando para o oriente, urubuzando o velhote, e ele trabalhando para consertar o estrago feito pelo Bushinho.

Os coreanos estavam testando um sistema de alimentação por indução, que permite mandar energia para o veículo sem contacto físico material, quer estacionado, quer em movimento. A eficiência alardeada é muito boa, chega a setenta por cento. A invulnerabilidade à água é um dos motes mais atraentes desta tecnologia.

Pois os malucos dos Estados Unidos provam que só são birutas na vida pessoal, em serviço eles trabalham à sério. A universidade de Utah está desenvolvendo (here) um sistema que permite alimentar o veículo a até 120km/h, fornecendo até 30kw com 80% de eficiência (aqui). Ou seja, dá para receber até 35cv continuamente a uma boa velocidade de cruzeiro. Isto é cerca de dez cavalos a mais do que um carro grande comum consome a esta velocidade, e quinze a mais do que um eléctrico com motores acoplados directamente às rodas precisa.

Não dá para fazer algo parecido com carros à combustão? Sim, dá. Como nos aviões, é possível que um caminhão-tanque chegue por trás, use um braço-robô para fazer o reabastecimento e depois volte para o posto da marca mais próximo. O problema é que, não tanto quanto nos caças, a operação é muito perigosa e envolve custos muito altos, e só pode atender a um veículo de cada vez. E nem todo caminhão, principalmente com carga plena, mantém com segurança cento e vinte quilômetros por hora; até porque eles não são feitos para isso. Caminhão é carro de força, não de turismo.

Não há previsão para o sistema ser implementado em vias públicas. Na verdade eles estão escondendo o ouro, como é da índole americana, para surpreender o mundo quando todos estiverem se entediando com os telejornais repetitivos de cada dia. Algo pronto os pesquisadores já têm, sem dúvidas as montadoras já entraram em contacto e aguardam progressos.

Pessoalmente, acredito que os trens  serão-os maiores beneficiados, pois percorrem distâncias imensas a velocidades moderadas, para serem economicamente atraentes. Com alimentação por indução tão eficiente, poderão voltar a rasgar o território de costa-a-costa a altas velocidades , de quebra podendo dar tração a todos os vagões, o que tira da locomotiva a obrigação de ser muito pesada, aumentando sua eficiência. É possível imaginar navios sendo alimentados por indução até certa distância da costa, o que dependeria da profundidade e de um cabo retrátil na embarcação, o que não chega a ser delírio, mas é algo a ser pensado bem mais para frente. Aviões? Talvez. Sendo auxiliados enquanto estiverem em terra, da aterrisagem à decolagem, já significaria um bom abatimento nos custos operacionais. Em vôo (com circunflexo, por amor à língua) só se os prédios mais altos os alimentassem no perímetro urbano.

É, vá sonhando, Nanael. Vá sonhando! Pelo menos isto não tem como ser tributado.

Ah, sim. Os coreanos também não brincam e já estão testando um sistema que converte o som em energia eléctrica, para alimentação de celulares e pequenos aparelhos portáteis. Agora imaginem placas conversoras próximas às cataratas do Iguaçu, em aeroportos, estádios de futebol, enfim… O caminho já não tem volta. Muitos bobos-tristes continuam tentando impedir, mas seus sapatos já estão gastos e eles deslizam cada vez mais facilmente.

Funciona assim, só que a tecnologia de Utah é a até 120km/h:

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