Em breve, em um shopping perto de você.

A Renault-Nissan sempre esteve de olho no Brasil, para seus modelos eléctricos. A insistência em tentar trazer o Leaf para cá era só a ponta do iceberg. Ver mais aqui.

O site da Renault ZE (aqui) confirma a intenção da marca em trazer ao Brasil sua divisão ZE, de veículos eléctricos. Quando se clica o nome “Brazil” na página de entrada, um aviso com contagem regressiva faz a confirmação sem rodeios, em menos de um ano começam a chegar os quatro modelos da divisão.

Os primeiros certamente serão o Fluence e o Kangoo furgão, pra depois virão o coupé Zoe e o minúsculo Twizy.

O sedã é quase idêntico ao já vendido aqui, mas tem treze centímetros e 283kg a mais, roda 160km em velocidade de cruzeiro e atinge 135km/h. Parece pouco? Talvez, mas atende às necessidades diárias do cidadão comum, com seus 95cv e 23kgfm. As baterias se recarregam entre seis e oito horas, dependendo da voltagem da rede. O que pode causar estranheza é a traseira, não só mais longa, mas com lanternas azuis, com uma barra de mesmo tom ligando ambas. Claro que em funcionamento elas assumem a coloração padrão mundial, mas o efeito visual diferenciado tem a intenção de passar requinte e futurismo mesmo.

O Kangoo eléctrico poderá ser a única alternativa ao baixo custo operacional da Kombi. Ele está uma geração à frente do nosso, já aviso. Atinge 130km/h e roda os mesmos 160km do Fluence. Carga útil de 650kg. São 59,84cv e 23kgfm, provavelmente é o mesmo motor com calibração mais mansa. Pode levar de três mil a três mil e quinhentos litros de carga.

O Zoe ainda é esperado na Europa, com ansiedade, pelos fãs da marca. Com um jeitão de sapo simpático, promete 140km/h e 160km de alcance, com seus 73 cv de potência. Tem o tamanho aproximado do Clio, mas com a largura de um carro de luxo. O teto tem células photovoltaicas, os faróis são de led e as entradas e saídas de ar foram pensadas para beneficiar a aerodinâmica. Uma extravagância é o chamado “modo spa”, que enche a cabine 2+2 com o aroma de um óleo com as propriedades à escolha do usuário, de fabricação da Biotherm… Talvez isto tenha problemas com a Anvisa. Baixados os bancos traseiros, ele pode receber até 500l de bagagem. Seus retrovisores são na verdade câmeras de vídeo, o que pode ter problemas com nosso jurássico contran.

O Twizy é um carrinho de dois lugares, em fila, de uso estritamente urbano. Seus 20cv o levam a 75km/h, com alcance de até 110km. Com irrisórios 2,3m de comprimento, 1,13m de largura (pouco mais que uma motocicleta) e bons 1,476m de altura, ele cabe em qualquer lugar, até em uma caçamba de picape derivada. Consegue fazer uma conversão com apenas três metros de espaço, menos de um terço do que um carro pequeno costuma exigir. O nível da bateria é lido de um modo muito simpático e sofisticado, uma flor-de-lótus digital se abre ou fecha de acordo com a autonomia disponível. Porta-malas? Há um espaço, à moda do chiqueirinho do Fusca, que leva 57l, serve?

Para adoçar bocas,  a apresentação do Twizy:

Contribuição do leitor Daniel, para vocês pensarem bem antes de aceitarem boatos de inimigos da mobilidade electrica:

Anúncios