Um EcoRide BE35 nas nossas ruas esburacadas... Sonhemos.

Duas notícias que finalmente incluem este país no circuito da mobilidade limpa.

Um resultado plausível e concreto da C40 (aqui e aqui), é a inclusão de quatro cidades brasileiras no teste de linhas de ônibus híbridos e eléctricos. Rio de Janeiro (a primeira a recebê-los) São Paulo, Curitiba e B.ogotá. O projecto é da fundação CCI (here, reader) do ex-presidente e superstar Bill Clinton, a ser anunciado oficialmente amanhã, dia sete de Junho de 2011.

Serão utilizados dez unidades de vários fabricantes (como este), para se decidir pelos mais adequados à realidade de cada cidade. Duvido que um modelo sozinho atenda a todas as necessidades de qualquer uma das quatro, o bolo será bem dividido. Também há projectos para que o metano exalado pelo lixo (aqui) seja finalmente utilizado para gerar electricidade e abastecer as frotas municipais.

Que vergonha! Depender de ex-presidente alheio para sairmos do marasmo, Senhora Presidente! E por falar em desonra ao particípio, mais uma iniciativa particular de quem não quer mais esperar pela letargia governamental:

A Chevrolet do Brasil apresentará (aqui) o cruze oficialmente ao público brasileiro no evento Skol Sensation (aqui), dia dezoito próximo. Apesar da crônica falta de espaço para cabeças de quem viaja atrás, o já vendeu quase 220 mil unidades pelo mundo. Com ele a GM trará o Volt, que por falta de incentivos do Estado, será oferecido às empresas que querem mostrar seu lado ecológico na prática, e para os (provavelmente) poucos particulares que quiserem pagar pela tecnologia ainda cara, mas muito confiável. O Volt foi testado em situações reais de alagamento e colisão (aqui), e passou com louvor.

A General Motors vive um período de bonança, depois de uma crise gravíssima que o Brasil ajudou a superar, e quase a quebrou. O papel do Volt vai além de se apresentar, ele ajudará a vender o Cruze, que tem um design um tanto polêmico e pretende substituir o (pseudo)Vectra e o Astra(zado) brasileiros. Esperemos que o interesse pelo híbrido justifique a produção do Cruze, mas também que o próprio desperte mais a sanha do consumidor do que nosso amigo (aqui) Gustavo Colossi espera.

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