Quando grandes corporações tomam uma iniciativa, a população tende a seguir, especialmente os americanos; sem neuras, aquele país se chama América, garotos.

Quando grandes corporações tomam em massa uma mesma iniciativa, é pouco tempo para as resistências mais arraigadas comecem a ceder, e a população tome como certo o que foi feito. Mas a recarga desta frota será feita em postos à energia solar.

Pensando no ar que respiram, e no marketing utilitário, a Google (aqui) comprou mais trinta carros eléctricos… Quer dizer, Quinze híbriso e quinze electricos: Chevy Volt e Nissan Leaf. Por mais que a GM diga que é um eléctrico com autonomia estendida, o Volt é tecnicamente um híbrido.

Como mesmo as usinas termoelétricas usam motores diesel com eficiência térmica muito maior do que os automotivos, e por serem estacionários podem utilizar filtros mais complexos, ainda que seja esta a fonte de energia haverá redução de emissões.

É um exemplo especialmente valioso para o Brasil, já que São Paulo está quebrando a inércia teimosa da produção de biodiesel, utilizando em seus ônibus coletivos uma mistura do que estiver disponível, em vez de discutir prolixiamente qual oleaginosa seria mais adequada ao contexto. Uma dica de um macaco velho em matéria de automóveis, mesmos os motores diesel mais refinados não verdadeiros cascas-grossas, com limpeza freqüente dos bicos (quem tem uma oficina faz tranqüilamente) eles queimam até óleo de soja usado. Há gente nos Estados Unidos que se aproveita desta versatilidade.

Por que nós também não, Senhora Presidente?

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