Photographia chique de Marco de Bari, da Quatro Rodas.

E atenção! Muito timidamente, e sem dizer com certeza quais serão, o governo decidiu incentivar a produção de motocicletas, motonetas e bicicletas eléctricas em Manaus (aqui e aqui) como a Kasinski Prima, que já foi objecto de um artigo.

A medida é uma reivindicação relativamente antiga da Dafra e da RC Zongshen. As regras gerais são simples: para produção de até vinte mil unidades ao anos, no mínimo trinta etapas da montagem deverão ser nacionais, indo para quarenta e cinco a partir de vinte mil e uma unidades por ano.

A Dafra ainda não tem nenhum modelo eléctrico no Brasil, o que oferece hoje é a Super 50, que entrou na categoria de ciclomotores por ter a velocidade limitada a 50km/h. Mas sua proximidade com montadoras chinesas e coreanas deve agilizar a importação em cdk de veículos á bateria, ou mesmo de mecânica eléctrica para adaptar em seus modelos de linha.

A RC Zongshen é uma empresa de capital misto brasileiro e chinês, que comprou a Kasinski (aqui) em 2009, mas a marca mantém sua identidade independente. Apesar do problema crônico da motocicleta GF 125 de beber óleo demais, a fama de robustez era boa e o nome já tem prestígio no mercado. Seu producto eléctrico é a Prima Elétrica, que consegue ser mais barata do que a Prima à combustão, e deve baratear ainda mais depois disso. A revista Quatro Rodas a testou (aqui) e revelou peculiaridades úteis, vale à pena ler para saber o que esperar dela. Adianto que o preconceito dos motoboys viciados em riscos desnecessários alvejaram o repórter.

Com toda certeza a Nissan-Renault começará a abrir o bico depois disso, para beneficiar o beste-seler Leaf e o elegante Fluence eléctrico. Vamos ser realistas, um desconto de quinze por cento nesses carros equivale a um Mille zero quilômetro, já estaria valendo.

Anúncios