Em 2008 a japonesa Marubeni Information Systems (aqui) apresentou o protótipo Huvo. Então os carros eléctricos ainda davam um certo espanto, fora do Brasil, e por isso só ele já chamaria atenção.

Para uso exclusivo urbano, o Huvo atinge 50km/h e roda 70km, vitória óbvia de suas dimensões exíguas e seu baixíssimo peso de 150kg.

Mas não é só por esses números que ele chamou atenção. Um carro eléctrico que rode tanto a uma velocidade compatível com o trânsito, usando baterias, ainda hoje teria a simpatia do público. A maior característica do Huvo, é que ele é o menor carro eléctrico viável já apresentado.

Feito com aço de alta resistência e liga de alumínio, coberto com fibra de carbono e epoxi com placas de abs, as janelas são de policarbonato de alta transparência. Ele é tão pequeno que só leva uma pessoa. Se fosse produzido, certamente o pára-brisas passaria a ser de vidro laminado, e as baterias de hoje lhe dariam uns trinta quilômetros a mais de autonomia, com considerável redução de massa. A velocidade não poderia aumentar muito, a própria configuração do monoposto o torna perigoso acima de 60km/h; a não ser que se utilizasse um caro sistema de suspensão activa, que o inclinasse para dentro da curva, para frente quando arrancasse e para trás no acto de uma frenagem mais forte.

Mas o Huvo, ovo em português, tem um defeito grave, gravíssimo! Ele jamais foi produzido para o mercado. Foi concebido apenas como protótipo de exibição. Hoje provavelmente seria todo de fibra de carbono e teria menos de cento e vinte quilos. Seria um dos raros carros realmente compactos a ponto de conseguirem desafogar o trânsito, com sua presença massiva nas ruas.

É difícil dizer o quanto custaria, mas a quantidade mínima de componentes e a pequena quantidade de baterias seriam fortes redutores de custos. Seria de rápida montagem, consumindo poucas horas-homem e menos horas-máquina ainda.

Mais detalhes não há, mesmo os comentários a respeito do pequeno esfriaram e já são raros. Talvez pela decepção de um concorrente à altura às scooters de um só lugar não ter vingado, a imprensa tenha preferido conversar a respeito só com o analista.

Vídeos? Lamento, menos ainda.

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