É só uma imagem, mas um dia voaremos assim.

Alemães e chineses arregaçaram manguinhas, voaram à base de baterias e já tem gente grande sonhando fazer o mesmo, na aviação comercial (aqui) com previsão para 2035… Cedo demais para o estágio em que nos encontramos.

O imagem acima, que mais parece um torpedo de asas, é a projeção da EADS para o que poderá ser o primeiro avião de passageiros movido exclusivamente à electricidade. Batizado de VoltAir, com duplo sentido claro e proposital, a única trave que o braço europeu da Airbus vê é a fonte de energia. Muito mais do que nos automóveis, a pouca autonomia permitida pelos acumuladores actuais são um problema grave, porque quem já pegou avião uma só vez sabe da demora dos procedimentos de vôo. Um avião de baixa autonomia daria de presente os passageiros para o ônibus intermunicipal.

Particularmente acredito que não podemos esperar tão pouco tempo, confiando nas baterias químicas, os ultra capacitores estão mais aptos a permitirem esta evolução. E mesmo eles ainda estão distantes de armazenar energia suficiente para uma viagem maior do que 600km a não menos que 600km/h, e ainda permitir espaço e capacidade de carga compatíveis com a proposta da aeronave. Mas surpresas agradáveis costumam pontilhar e marcar os rumas da tecnologia, não foi aprimorando a vela que Edison inventou a lâmpada, foi num estalo que teve.

Com o enorme propulsor atrás, os acumuladores ficariam na frente, provavelmente embaixo da cabine de comando. A propulsão, aliás, faria uso de um anel largo que ajudaria a canalizar e potencializar o jacto de ar, aumentando a eficiência. Experimente comparar a potência de um pequeno ventilador, com as pás livres e depois com um pedaço de tubo ao redor, o ganho é notável.

O que daria para fazer hoje? Daria para magnetizar as pontas das pás das turbinas, mantendo um enrolamento ao redor, que serviria para duas cousas: ajudar na aceleração, que é ponto crítico em turbojactos, e regenerar durante a desaceleração, já em solo. Em priscas eras seria um aditivo que faria uma pequena diferença positiva, mas não seria essencial. com o tempo e seu desenvolvimento, o sistema passaria a oferecer uma economia apreciável de combustível. O problema seria a alta velocidade em que essas pás giram, podendo incidir facilmente em sobrecarga, em não havendo um dispositivo para absorver a energia excessiva.

Mas mesmo isso ainda demanda tempo e paciência.

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