O mercado de híbridos, por enquanto, é só dele.

Muito bem, caríssimos leitores do Página de Nanael. Cá estou novamente a falar de algo que me incomoda assaz, que é a letargia mental.

Ao contrário do que o engenheiro mecânico Elifas Gurgel provou, a Volkswagen continua com medo do carro eléctrico. a Auto Esporte (aqui) na pessoa de Priscila dal Poggetto, testou o protótipo do Golf  Blue E-Motion, para ter impressões gerais.

O pacote tecnológico é similar ao Golf de linha, não dá para reclamar. O teto solar tem células photovoltaicas para alimentar a iluminação do painel, mas o painel é só na tampa do teto solar, o resto do teto é pintado na cor do carro, nem mesmo o tablier do painel, que fica exporto à iluminação pelo pára-brisas, tem uma fileirinha sequer. Há o recurso útil de se colocar a alavanca de câmbio em “B”, que faz o carro frear suavemente sempre que se tira o pé do acelerador, regenerando energia para as baterias íon de lítio, que respondem por 315 dos 1629kg do carro. Em tese isto daria para ele desenvolver uns 45cv de potência nominal.  São 113cv de pico e 27,5kgfm de torque instantâneos. Roda 150km sem recarga e a montadora espera aumentar para 160km, que é o que Leaf e i-Miev já rodam há muito tempo.

A VW acredita que o carro eléctrico não vai substituir o à combustão, só não disse com o quê esses motores térmicos funcionarão, quando o petróleo estiver tão escasso que extrair diamantes será mais barato. Biocombustíveis têm futuro certo, mas não eterno. Gerar energia eléctrica com termo eléctricas é muito mais eficiente do que colocar o motor à combustão directo no carro, além de permitir controles de emissões que inviabilizariam um veículo. Fora que baterias e capacitores não páram de evoluir e baratear.

Só para constar, o Gol Bolão do Gurgel fez dois anos (aqui) com mais de duzentas recargas e quinze mil quilômetros rodados. Por um custo muito menor do que o Golf  Blue E-Motion, ele roda os mesmos 150km e a durabilidade já está comprovada. Se o problema é experiência e viabilidade, eis aqui um vídeo do blog Veículo Elétrico:

Ponham um Golf e baterias de lítio nas mãos dele que o carro roda 200km fácil, fácil. Por um preço mais em conta. A propósito, eis aqui o site do Elifas, vão lá que ele sempre tem novidades.

Na contramão dessa mentalidade, a Ford já tem há muito tempo gente dedicada ao assunto. A vice-presidente mundial para sustentabilidade da Ford Sue Cischke, concedeu uma simpática entrevista à blogueira do (aqui) Eco Planet, Daniela Garrido. Com a simpatia de sua maturidade, no curto tempo de que dispunham, Sue explicou à Daniela as alterações de modo de produção que sua montadora implementou, como o uso de fibra de soja em vez de espuma de poliuretano ou poliestireno, para estofar os bancos. Além do uso de garrafas pet para o painel, tapetes, carpetes e outros.

Ela confirma o que eu já disse várias vezes e repeti na crítica acima, usinas termo eléctricaas, mesmo à carvão, poluem menos do que motores à combustão em automóveis. imaginem então usinas com turbinas de ondas de choque alimentadas por etanol ou biodiesel e tcharam: Os carrões grandes e exuberantes do passado poderão voltar a ser produzidos sem peso na consciência.

basta lembrar que a Ford já tem, nos Estados Unidos, pelo menos seis modelos híbridos. Se não usam o modelo ideal de hibridação, pelo menos são híbridos e já fazem a diferença. Um carro do tamanho do Fusion (aqui) fazer a média de 16km/l de gasolina não é brincadeira, uma versão flex faria uns 12km/l, pelo menos. Temos um Jetta híbrido? Uma Kombi, que por ser utilitário se beneficiaria muito com a hibridação? Bem, o Focus totalmente eléctrico (aqui) já está pronto e logo deve aportar por aqui, para não deixar o Leaf fazer a festa sozinho. Aliás, ele está com jeito de Aston Martin, com aquela grade frontal.

A intenção da Ford agora é baratear a tecnologia. De minha parte, eu sugiro fazer painéis e estruturas de PVC, que consome muito mais sal de cozinha do que petróleo, para reduzir peso e custos de produção. Ah, só para acrescentar, em 2009 foi feito um desses testes (aqui) para promover um producto. O Fusion fez em média 33,8km/l, percorrendo 2.326,6km sem reabastecer, utilizando apenas técnicas avançadas de condução, que nossos CFCs nem sonham em ministrar.

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