Abre a garagem, que eu quero entrar, em sua tomada irei plugar...

Caríssimos leitores, eu li com desconfiança esta notícia no site da Folha de São Paulo. Demorou um milhão de veículos eléctricos para a Presidente dar ombros à birra dos burocratas ignorantes da Petrobrás

Com a incoerência de a Petrobrás já ter um posto de recarga rápida (um dos quarenta que há no munso) para carros eléctricos no Chile, provando que petrolíferas podem lucrar também com eles, a Presidente Dilma Rousseff decidiu retomar os estudos que seu antecessor legou à letargia do desinteresse. O governo dará incentivos para veículos eléctricos de turismo, porque hoje todos são enquadrados como “carrinhos de golfe”, pagando 25% de IPI, alíquota que infla com o efeito cascada dos impostos cobrados sobre impostos.

Uma das medidas estudadas é reduzir o imposto de importação, hoje entre 30 e 35%, mas nada foi dito sobre os carros que a Fiat constrói em consórcio com a Itaipu e a Weg, nem sobre os caminhõezinhos da Edra (aqui). Esperemos que não cometam a aberração de ignorá-los.

Aliás, o governo federal está atrasado em relação aos Estados! No Rio de Janeiro o IPVA de carros eléctricos é 75% menor, 70% no Mato Grosso do Sul, 25% em, São paulo onde léctricos ficam de fora do rodízio, e há isenção total no Rio Grande do Sul, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Não se falam em prazos, típico dos engomados do governo, nem parece que a chefona roda em um híbrido, mas o processo abortado pelo ex-presidente já está andando e até o fim do ano teremos alguma novidade; não é possível, né!!!

Pode ser também que a pessoa que importou o i-Miev em São Paulo, e hoje pode ignorar o rodízio, por suas posses tenha amizades que se interessaram em obter o modelo, ou outro eléctrico, mas por montantes menos assustadores. Acredito que tudo corroborou. Inclusive o trabalho de gente anônima (como nós) e pessoas que colocaram a cara na mídia para divulgar seus próprios feitos, além da Renaut-Nissan ter insistido muito.

Não sabemos se um benefício seria extendido ás peças de reposição, se for a conversão e a produção local também serão beneficiadas, pois baterias e motores de última geração poderão entrar sem serem considerados artigos de luxo.

Carrões como o Tesla Model S serão caros mesmo com incentivos, mas um consórcio de um Leaf já poderá ser exeqüível à classe média.

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