Ai que calor! O-o-or! O-o-oooooorrrrr!

Não, não é um romance sobre suicídio masoquista. Trata-se da Worlsd Solar challenge, que acontecerá na Austrália, ente Darwin e Adelaide, (aqui) no ano que vem. Dica da amiga New (o blog dela).

A reportagem, meio sucinta, no caso é sobre o carro da equipe holandesa. Um triciclo que está sendo exaustivamente testado em túnel de vento, para optimizar o desempenho do veículo, já que a potência disponível não é lá grandes cousas. Tendo boa aerodinâmica, obtem-se dois ganhos: uma boa colocação na corrida, talvez até a vitória e seus conseqüentes patrocínios; a eterna gratidão do piloto, porque a Austrália é quente e a corrida será quase toda no deserto, então quanto antes puder ser terminada, menos doente pelo calor ele fica. Ver o vídeo? Clique aqui.

Sem pormenores técnicos, até por conta da concorrência feroz, o painel solar é de alta eficiência, mais alta do que qualquer outro disponível no mercado. para tanto a proteção dos elementos photovoltaicos é mínima, pelo que deduzo que possa produzir 250wh/m² ou mais de energia, sob sol pleno. Mas painéis muito eficientes costumam durar pouco e custar muito, se comparados aos demais. São placas tão sensíveis, que o estudo aerodinâmico é feito com fitas tremulantes, porque a fumaça normalmente usada poderia danificá-las. Imaginem isso em São Paulo!

O objectivo principal da competição (ao menos para os organizadores, os competidores são outra história) é acelerar o aperfeiçoamento das células solares, que por conta da pouca eficiência (0,2kwh/m² na maioria dos casos) e do alto preço (R$ 7.200,00 por cavalo em média) inviabilizam seu uso em automóveis de produção seriada. Para terem uma idéia, uma bateria de eletrodo espiralado, que já é fabricada no Brasil, cabe em uma bolsa feminina média e custa não mais que R$ 800,00 no varejo; preço aferido no Mercado Livre. E não depende de iluminação para funcionar. A íon de lítio custa bem mais, mas caberia em uma bolsinha de festa.

Forrar todo o teto de uma Kombi com as placas solares mais caras, gera não mais do que 1kwh, com o sol a pino. Quem tiver muito dinheiro sobrando e só quiser contribuir para o progresso da ciência, fique à vontade. Sugiro inclusive forrar a tampa de uma carretinha bem grande, para ajudar, porque para uso comercial está fora de questão, até eles conseguirem os aperfeiçoamentos que buscam.

Cenas das última corridas: Alguns são bem lerdinhos, francamente. África do Sul:

Notaram que os achatados são maioria? Pois é o desenho mais eficiente em termos energéticos, com uma área de exposição muito boa, e permite uma excelente aerodinâmica.

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