Não, o título não é exagero. No ano passado a Tesla, que faz os melhores eléctricos puros do mundo, e a Toyota, única montadora a desbancar os americanos, já estavam em negociação que resultou em uma parceria muito promissora. A cobaia é o esportivo utilitário RAV4, que já tem sua versão plug-in confirmada para lançamento em 2012, com evolução significativa já pra 2014.

Os japoneses estão investindo (aqui) US$ 100.000.000,00 na parceria, e não duvido que no futuro as companhias se fundam, ou pelo menos passem a dividir plataformas. O que eles querem é o cabedal que permite aos americanos produzirem carros eléctricos que rodam 400km sem recarga, a mais do que nossas estradas permitem, sem custarem uma pequena fortuna. A Tesla, claro, vai se esbaldar com a redução de custos e acesso a novas tecnologias, especialmente em baterias.

Além disso, dividirão assistências técnicas nos modelos eléctricos que desenvolverem. Para a Toyota é a garantia de seus clientes serem atendidos por mestres, para a tesla é a garantia de seus clientes serem atendidos no mundo inteiro! Para o brasileiro é a possibilidade concreta de os Tesla serem comercializados oficialmente por aqui, já que ambas trabalham com segmentos totalmente diferentes de carros eléctricos.

Aliás, uma das mudinhas  mais promissoras desta semeadura é a pesquisa para uma super bateria ar-metal, (aqui) com a qual pretendem armazenar mais energia do que o equivalente em gasolina. O que a Toyota persegue desde 2008.

A chamada bateria de Sakichi  já armazena 2kwh/litro, a meta é atingir 6kwh/litro. Equivaleria a armazenad no espaço do tanque do Corolla, energia suficiente para ele rodar (com motorrodas) uns mil quilômetros sem recarga. Levando em conta a necessidade de isolamentos, invólucros e tudo mais, a bateria pretendida, já pronta para rodar, armazenaria de 5cv/kg para cima. É muita energia! Seria uma bateria do tamanho de uma comum suprir as necessidades do Rav4 eléctrico.

As íon de lítio estão barateando não é à toa, do jeito que vai elas logo estarão obsoletas. As mais modernas actuais, com grafeno, (aqui) já acrescentaram até 60% à capacidade que elas têm. São 225wh/kg, ante a média de 140-160wh/kg da íon de lítio pronta para o consumo. São mais caras, mas a fabricante de motocicletas eléctricas Brammo (aqui) já mostrou interesse.

Agora a pergunta que não cala: O RAV4 eléctrico vem para o Brasil? Não sei. Pergunte à Dilma Rousseff.

Em tempo, Sakichi Toyoda é o fundador da companhia, que mudou para “Toyota” para facilitar a aceitação no ocidente, feito bem sucedido.

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