Após dois anos (aqui), volto a ver a notícia (aqui) sobre o amortecedor que converte sua própria oscilação em electricidade. Parece que desta vez está pronto para ir a mercado.

Como funciona? Da mesma forma que qualquer alternador, só que com movimento linear. Um indutor magneticamente carregado (pode ser uma fileira de ímãs permanentes) move-se dentro de um enrolamento com núcleo magnetizável (ferrite, por exemplo) e o electrifica. O giratório dos alternadores é mais eficiente, mas o amortecedor recupera uma energia que seu próprio funcionamento dissipa, em modelos normais.

Criado pelo professor de engenharia mecânica Leo Zuo, com a ajuda de pós-graduandos Xiudong Tang e Zachary Brindak, na Universidade Estadual de Nova Iorque, o amortecedor pode produzir entre cem e quatrocentos watts em condições normais, numa estrada a cem por hora, instalado em um carro médio… Para eles, o Opala é carro médio e pista lisa é condição normal de uso. Por aqui podemos triplicar os valores sem medo de errar. A produção pode chegar a 1,6kwh em trechos difíceis, típicos de nossas cidades. Para veículos pesados (caminhões, trens e off-roads) pode variam entre 1kw e 10kw. Ou seja, a ajuda não é só para eléctricos e híbridos, carros a combustão também podem se beneficiar dele. Dependendo da engenharia, um alternador mais parrudo pode funcionar como motor auxiliar por períodos consideráveis.

Em casos intensos, o alternador original do veículo pode passar a motor auxiliar, ajudando o motor em vez de consumir potência.

Mas não é necessário haver pista ruim, o mergulho ocasionado por frenagens, as curvas fechadas, entrar e sair de rampas, tudo isso ajuda.

Uma solução caseira é montar uma cremalheira com pinhão, usados em portões eléctricos, para oscilar junto com a suspensão. No pinhão, menor possível, monta-se o alternador devidamente fixado em coxins, porque é um equipamento sensível. Ainda usar pinhão e coroa com corrente de motocicleta, em uma relação bem longa, de modo que girem solidários à articulação da suspensão. Funciona? Sim, com muito ajuste e muitas mudanças de desenho sendo feitos com o tempo.

Ainda não há previsão para chegara ao mercado, mas o financiamento para tanto já foi liberado.

Aqui o risco será de curto-circuito por sobrecarga:

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