Confirmada (aqui, aqui e aqui) a vinda do Prius 2012. O híbrido de maior sucesso no mundo virá para o Brasil importado oficialmente pela Toyota, quinze anos após ser lançado.

O único porém é o preço. A Toyota esperava trazê-lo por menos de cem mil reais ao consumidor, mas o aumento de IPI para importados (em vez de se reduzir o interno) o coloca perigosamente próximo dos quase R$ 135.000,00 do Ford Fusion, que é montado no México e conta com algumas isenções fiscais, além de ter aspecto de um carro “normal”, que contou muito para a sua boa aceitação, especialmente em Goiânia, onde o emblema “Hybrid” ainda chama atenção, mas não é mais novidade. O Prius custará entre R$ 85.000,00 e R$ 127.000,00; a base usada foi o preço do Camry, que varia muito em função da versão. Mas a montadora conta com a provisoriedade desse aumento para baratear o carro no início de 2013… Tomara!

Preciso dizer que nos estados Unidos ele não chega a R$ 55.000,00? Não, né?

O maior problema enfrentado pelos japoneses foi ajustar o motor à nossa mistura de gasolina com 25% de etanol. O que os coitados não sabem é que os importados em geral sofrem horrores pela frouxidão da política nacional de biocombustíveis, que faz o teor variar de acordo com o mau humor dos usineiros, e do apetite estrangeiro por açúcar.

Espera-se vender cento e cinqüenta unidades por mês, mas está afastada a possibilidade de ele ser montado por aqui, pelo menos a curto prazo.

O que ele nos entregará: Um hatch cinco portas espaçoso e muito bem recheado de equipamentos, tanto de conforto quanto de segurança. O motor eléctrico produz 40cv nominais, 88cv de pico, alimentado pelos vinte e oito módulos de baterias. O motor falso-aktinson de 1,8l,  gera 98cv a 5200rpm e 14,5kgfm a altos 4000rpm. Juntos, os motores mandam 138cv para as rodas.

Os encantos também são de ordem prática. Até 40km/h ele roda só com as baterias, faz até 25km/l. Claro, rodando só no modo eléctrico ele não bebe nada. Na estrada, com seu tanque de 45l, ele roda até 1150km. Também uma boa capacidade de carga de 415kg, útil para um povo que gosta de encher o carro com quinquilharias.

Ainda há jornalistas (aqui) achando que o Prius é eléctrico. Não é de admirar que ainda haja pessoas que acreditam que carro eléctrico na chuva dá choque.

E o Leaf? A Nissan vai ficar parada, vendo sua rival (agraciada com os pôneis malditos contra sua Hilux) comer gradativamente um mercado ainda pequeno, mas que cresce à revelia das donas maricotas do governo? Bem, ser eléctrico puro encarece, pois obriga a se ter muito mais baterias, que são a conta mais salgada de um eléctrico. Apesar de repórteres especializados terem dado o braço a torcer (aqui) não se espera que ele venha oficialmente… Já eu não subestimo a teimosia de Ghosn, porque o contador regressivo do site Renault ZE (aqui)  já está em 175 dias e decrescendo mesmo com IPI mais alto; a página no facebook (aqui) ainda é só em francês.

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