A Inglaterra é famosa por seu grande número de constructores pequenos, quase todos artesanais, dedicados ao fabrico de esportivos exclusivos, com altíssimo grau de personalização. Mas também há os nanicos fora-de-série que fazem carros com o absolutamente necessário às suas funções de transporte.

Encontrei pela rede a Steves (website aqui). ela fabrica um monovolume um tanto rústico, absolutamente essencial, no qual até o desenho foi pensado para baratear ao máximo a produção. O veículo eléctrico tem duas versões, van Zecar e o furgão Zevan, e permitem uma gama vasta de personalização.

Olhando rapidamente, os desavisados pensarão ser um Gurgel, por causa das linhas retas e dos faróis redondos no pára-choque preto, como é com o Gurgel G-800 e seu irmão gêmeo eléctrico, o Itaipu E-400. Por dentro, o ambiente é espartano, e o painel absolutamente essencial, não tem nem porta-luvas.

Não empolgam pelo desempenho. Máxima de 90km/h. As baterias, aliás, seguem a escola da Tesla Motors, o comprador paga pela autonomia. são opções de 10, 15 e 20kwh, que permitem rodar 80, 120 ou 160km, pedindo entre oito e dezesseis horas para a recarga completa em 110v. Há ainda a opção “baratinha” de baterias de chumbo em gel, mas não dão mais do que 32km de autonomia, a recarga aqui é de quatro horas.

Existe ainda a opção híbrida, em que a velocidade é a mesmíssima, mas a autonomia chega a 300km.

O pequeno Zecar, que parece um Tata Nano artesanal, tem quatro portas e leva cinco ocupantes, limitados a 3m de comprimento, por 1,5 de largura e 1,75 de altura. Atrás dos bancos traseiros há um espacinho para bagagem com abertura interessante, similar às antigas wagons americanas; o vidro se abre para cima e a chapa de fibra para baixo. A capacidade de carga do Zevan é de 450kg, o mesmo da antiga, charmosa e legítima Asia Towner; hoje fabricada pela Piaggio e também conta com versão eléctrica.

Planos? Decerto que sim, para um esportivo plug-in. O Website da marca é como as instalações da fábrica, bem simples e fácil de se visualizar. Preços sob consulta, mas para cá certamente seria muito caro. Fosse fabricado em escala razoável no Brasil, poderia competir com o Mille Economy em preço; já seria viável. Não custaria menos porque aqui a tração eléctrica ainda é vista como lazer supérfulo.

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