Mais parece nome de brinquedo ou, no máximo, carrinho de autorama. Mas trata-se (aqui, aqui, aqui e aqui) da fábrica do carro eléctrico mais veloz do mundo, até então especializada no fabrico de motores eléctricos e acumuladores.

Por um preço que os croatas da Rimac Automobil (website) não revelam nem sob tortura, o Concept One roda seiscentos quilômetros em uso normal, mas basta o motorista pisar que ele faz de 0 a 100 em 2,8s, até alcançar 308km/h com seus 1088cv e 387 kgfm de torque. Apesar da autonomia, o carro tem “apenas” 1650kg, graças à estrutura toda em fibra de carbono.

A tração é nas quatro rodas, quatro motores com pico de 250kwh cada, com mais de 93% de eficiência e um controlador individual para cada um. Alimentam-nos dez módulos de baterias LiFePO4, de 92kwh cada, com seis módulos logo atrás dos ocupantes e dois em cada balanço, bem junto, mas externos aos eixos.

Um carro assim não precisa de muita propaganda, não adianta anunciar na sessão da tarde se seu público alvo prefere os talk-shows e noticiários; a propaganda é dirigida. Já são oitenta e oito unidades comercializadas, desde que foi apresentado no salão de Frankfurt… Marca invejável para qualquer super carro, quase mítica ara um eléctrico. O interessante é que ele só deveria chegar ao público em 2013.

A intenção de afastar a imagem de uma Croácia com tecnologia do início do século passado é clara, no vídeo. Quem sabe os próprios croatas se inspiram. Se tu não és um dos raros brasileiros que falam croata com fluência, então não se preocupe por não entender os que o jovem maganão que dirige a fábrica está dizendo, as imagens a seguir dizem muito sozinhas. O perfil e a traseira do carro lembram bastante os muscle cars americanos dos anos sessenta para setenta. No interior não faltam luxo e requinte para dois, com forração alternando couro e fibra de carbono. O painel não se contenta em ser digital, é também virtual, assim como o console central, com sua iluminação periférica exótica. Nota-se também o ritmo da produção, que apesar do sucesso das vendas, é bem calmo e meticuloso, com a parte eléctrica não tracionária clara e ordeira como gostaríamos que fosse em nossos carros.

Ex-funcionários da Pininfarina e a preparadora Vilner foram recrutados para elaborar o interior do bólido, que é capaz de fazer bonito tanto na pista quanto na ida à recepção de gala, porque o desenho é todo muito elegante. Eles aprenderam a lição do erro alheio (como o De Lorean) e decidiram não fazer economias onde elas não cabem.

Um dos apoios de teste foi um BMW que eles converteram para eléctrico, eis aí a peça:

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