Ah, que saudades!

Ingenuidade de acreditar em governos, eu perdi antes da puberdade. Mas devo dizer que preciso agradecer ao Collor e ao FHC, por terem desprezado completamente a indústria genuinamente nacional, ao contrário do que todos os outros países capitalistas fazem, bem como ao Lula e agora à Dilma; ele por ser metalúrgico e ter dado de ombros para o que deveria conhecer bem, ela por nem tomar conhecimento.

Mas “tudo bem”, assim como o Japão está preservando a parte legítima da cultura brasileira, tendo lá os melhores músicos de samba, bossa nova e chorinho da actualidade, a África do Sul preserva e lucra com um pedaço sem preço da indústria brasileira legítima. Não só isso, a fez evoluir e agora está apresentando a novíssima versão do Puma… Não, não leram errado, o nosso Puma ainda é feito e bem vendido na África do Sul, por um pequeno e próspero fabricante, que usa a tradicional mecânica VW a ar, começando com o simplório 1300cm³ até o top com 2100cm³, pelos quais os preços variam de 162.000 Rands a 225.500 Rands, equivalente a R$ 34.679,51 e R$ 48.179,87… Na África do Sul; Um Real vale hoje R 4,67. Ver mais aqui e aqui.

O Puma eléctrico, é o Puma africano de

A linha de montagem, na África do Sul.

linha, só que reabastece na tomada. Ele chega a 120km/h e assim se mantém por até uma hora sem recarga. Mas a empresa está trabalhando para oferecer autonomias de 200, 300 e 500km sem que isso signifique arrancar um rim do cliente.

Na Europa ele é visto como exótico, mesmo em sua versão à combustão, mas bem aceito no mercado de fora-de-série, que é levado á sério no Velho Mundo, assim a notícia (aqui) da disponibilização de um Puma EV foi bem recebida. Se quiserem arriscar, falem com eles pelo formulário deste link.

Se o amigo Nanael está bravo? Sim, está. Mas também desejoso de sucesso pleno, porque se um dia nós pudermos entrar numa loja e tirar um Puma zero quilômetro, será pela vinda dos africanos.

Que mais? E precisa mais? Vejam o vídeo abaixo e matem saudades de um Puma 0km.

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