Nosso leitor Daniel flagrou mais uma pérola, e prova de que os seres humanos confiam no Brasil mais do que o governo.

Em uma loja de Porto alegre, ele encontrou motocicletas Zero Motorcicles (website) quase certeza de que já homologadas.

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A Zero é a fabricante mais bem sucedida de motocicletas eléctricas, sediada nos Estados Unidos, em Santa Cruz, Califórnia,  e especializada em motos de competição off road. Esteve no último Salão Duas Rodas, em Outubro, exibindo seus modelos ao público que babou por elas, e ficou muito triste com o preço sugerido de R$ 36.900,00; praticamente o triplo do que custa uma motocicleta média à combustão.

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São cinco modelos: S e XU (estradeiras), X e XM (trilheiras) e a versátil DS. A DS, aliás, é o topo de linha, capaz de chegar a 129km/h e rodar até 180km sem recarga. Graças às baterias de íon de lítio, não dá para pensar noutras em uma motocicleta de bom desempenho, ela não pesa mais do que 155kg e leva 154kg. Sua potência nominal (versão ZF, a mais cara) é de 12,2cv e seu consumo equivale a rodar até 100km/l. O tempo de recarga total em uma tomada comum é de quatro horas. Uma tomada comum. U-ma to-ma-da co-mum. Não precisa de nenhuma estrutura específica e sofisticada.

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A única concorrente à altura da Zero, que não usa placas planas de chumbo para se mover e anda bem, é a Brammo Motorcycles (website aqui) também americana.

Seu top de linha é a Empulse 10.0, que alcança até 160km/h e roda até 160km sem recarga. Ao contrário da Zero, sempre foi criticada por causa da Enertia (95km/h por até uma hora sem recarga) seu modelo básico, por parecer uma motocicleta de brinquedo. A Empulse é grandalhona e impõe respeito. Mas as duas marcas têm estilos e públicos completamente diferentes. Ambas as marcas estão no Brasil, sem muito alarde, até porque os cerca de  RS$ 23.000,00 da Empulse 10.0, por uma motocicleta que roda 160km, não atraem a maioria dos fãs das duas rodas. Questão de tempo, para vencer a resistência de um e aperfeiçoar a autonomia do outro, porque baterias mais potentes, mais baratas e fáceis de reciclar já estão em fase final de testes. E com a Argentina prestes a sediar uma fábrica de baterias de íon de lítio, o preço pode cair bastante em poucos anos.

Zero:

Brammo:

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