Posts tagged ‘Ficamos para trás’

Londres terá recarga por indução em 2012

Para os catastrofistas, que estavam esperando para comer as carcaças dos europeus, eis ungolpe:
Londres estreará no início de 2012, seu sistema de recarga sem fio. Cinqüenta veículos eléctricos testarão a recarga por indução.
Funciona pelos mesmos princípios de um transformador, ou da bobida de um motor à combustão. Por reverberação magnética, a electricidade viaja de um enrolamento para o outro, sem condução sólida, tal qual funcionam os celulares.
O indutor fica sob o asfalto não muito espesso, enquanto o induzido fica sob o asoalho do carro. Com isso o veículo pode, praticamente, rodar sem preocupação nenhuma com recarga, já que os sistemas modernos permitem fornecer até 35kwh em movimento, bem como permite a recarga durante o estacionamento.
De quebra, o sistema ainda funciona como alarme, pois não há como retirar o carro do lugar sem detecção.
Mais informações, e lamentações pelo nosso atraso: http://www.theengineer.co.uk/sectors/automotive/news/trial-for-wireless-charging-of-electric-cars-set-for-london/1010903.article

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Fit eléctrico na China; onde mais?

A Honda fabricará o Fit eléctrico na China já no ano que vem. O mercado interno é crescente, o interesse pelo baixo custo por quilômetro rodado é grande e os custos são baixos. Não é só pelos baixos salários normalmente pagos, mas principalmente porque o partido manipula o câmbio ao seu bel prazer. Quem vai votar contra, afinal?

Com tudo isso, e a perspectiva de grande volume de produção, a Honda espera reduzir dramaticamente o preço final do Fit EV, o que facilitará sua entrada em países onde não existe incentivo formal ao uso de electricidade tracionária, ainda mais em um certo país onde veículos eléctricos pagam o dobro de IPI, por nem serem reconhecidos como automóveis pelo governo.

Estão pensando o mesmo que eu? Acredito que sim. Os japoneses acompanham de perto o sofrimento de Carlos Ghosn em sua luta inglória contra a ignorância técnica do Planalto, que com uma ordem poderia fazer o conselho de tânsito mudar isso. Afinal já tivemos um Itaipu E400 e só o governo federal parece não se lembrar que existiu.

Gurgel E400; 72km/h-80km de alcance em 1980

Com a vantagem cambial chinesa, fica menos difícil mandar o hamster de tomada para o nosso mercado. Por pouco que fosse, vindo do Japão ele custaria mais do que o dobro do Fit à combustão, mas de solo chinês é certo que o preço ficará apenas assustador, não proibitivo. Não é à toa que a Nissan estuda produzir lá também o Leaf. Este, aliás, pode ter acionado um gatilho na Honda, quando a cidade de São Paulo confirmou a aquisição de uma frota inteira.

Preços ainda não divulgados, para Fit e Leaf chineses, mas tenham certeza de que serão muito mais convidativos do que se fossem fabricados aqui, sem a vantagem cambial. Quanto ao Jazz (Fit no Brasil) híbrido, nada foi dito e é provável que esteja fora dos planos da Honda para o Brasil, ao menos por enquanto. O carrinho de cunho escancaradamente familiar, ramo que o mercado nacional costuma desdenhar em prol de ‘emoção para as baladas’, tem uma bom chance de conhecer nossas tomadas, provável e ironicamente antes de partilhar o bicombustível com as baterias.

A união faz a pechincha

Cinqüenta empresas uniram-se para desenvolver um carro eléctrico simples e popular. E conseguiram. Com tecnologia aberta, ou seja, pode ser copiada por qualquer um sem ônus, o StreetScooter (aqui, aqui e aqui) custa a partir de US$ 7.000,00. Não, não está faltando zeros, são sete mil dólares, cerca de doze mil reais em valores actuais.

O custo reduzido é garantido pela arquitetura enxuta e pelo grande volume de produção das peças, e seu projecto foi desenvolvido de modo a facilitar ao máximo qualquer modificação. A DHL já encomendou 3.500 unidades, que estarão em serviço já no ano que vem, nas ruas da Alemanha.

O que importa, além do preço: Velocidade máxima de 120km/h e autonomia de 130km. Não disseram a que velocidade esta autonomia é possível, mas pela minha experiência, ele roda até 200km aos nossos regulamentares 100km/h.

Tomara que seja produzido em algum país do mercosul, assim poderemos importá-lo baratinho, já que no Brasil… Deixa pra lá.

Alô, São Paulo, eis um carrinho jóia e baratinho para a guarda de trânsito, deixem o Leaf para a fiscalização e rotina executiva.

Cristina passou Dilma

Pelo menos poderemos importar com menos taxações...

Não, meus amigos esquerdistas, não estou dizendo que a presidente da Argentina é melhor do que a nossa, e o que direi aqui nada tem a ver com opinião, é fruto de meu cabedal, meu conhecimento técnico, acumulado em quase trinta anos de ramo nesta praia, mais tempo do que a maioria de vocês tem de idade em seus corpos, bem como do endosso que tenho de técnicos tarimbados e engenheiros mecânicos, com quem converso sem constrangimentos, então não cabe fazer protestos de desagravo por este artigo.

A Argentina passou o Brasil de novo, ela terá sua fábrica de carros eléctricos. O Uruguai já o tinha feito, montando em CDK os prosaicos, mas versáteis, utilitários tri e quadriciclos em forma de automóveis, com peças da China; ainda hoje não se sabe de um incidente grave com esses carros de três rodas, não por causa de sua configuração.

Pois nuestros hermanos argentinos foram além da simples montagem, eles terão em breve uma fábrica da BYD, para produzir a estrela da marca, o e6, que já foi objecto de um artigo aqui. Aliás, não só os carros como também as baterias de lítio serão fabricadas lá.

Alega-se que o tamanho do Brasil dificulta a implementação de uma política e infraestrutura de carros eléctricos, que a Argentina não tem foco em um combustível específico e que o nosso forte é o bio combustível… Tá. Os Estados Unidos devem ser um país minúsculo, não? Realmente, é um país pequeno, só ligeiramente maior do que o nosso. Também está cientificamente provado que combustíveis vegetais impedem a venda de carros eléctricos, que só devem poder ser carregados em tomadas especiais ultrassofisticadas, que demandam uma estrutura gigantesca e caríssima para cada uma.

Meus amigos, um carro eléctrico é muito beneficiado por carregadores específicos, mas qualquer tomada de 110v ou 220v pode abastecer um carro eléctrico. Se tua carga estiver baixa, e houver um posto de combustível, podes plugar em uma tomada desocupada e pagar o preço do kWh normal ao frentista, sem medo de estar sendo ‘esperto’ ou pagando mais do que vale. Não precisa de infra estrutura nenhuma, o impacto de uma frota de carros eléctricos no Brasil seria pequeno para nossa matriz geradora, simplesmente porque eles consomem ridiculamente pouco, com certeza uma casa de classe média consome mais do que um Leaf em uso normal, nem por isso o governo limita a quantidade de electro-electrônicos que uma residência pode ter, nem a potência dos mesmos.

É papo furado, conversa de quem não quer fazer e dá desculpas esfarrapadas para o povo leigo, que é incentivado a permanecer na ignorância. Não é preciso desenvolver tecnologia específica para atender ás necessidades de quem compraria um carro eléctrico, ela já está pronta e entrando na segunda geração, a da padronização dos carregadores públicos. Bastaria importar que o potencial consumidor do Brasil baratearia cada unidade pelo volume da compra. Aham, vão me dizer que os usineiros esperaram o povo comprar o carro á álcool para depois começarem a produzir o combustível?

Fora motocicletas, motonetas, scooteres, bicicletas eléctricas e até alguns aviões, há mais de três milhões de carros eléctricos circulando pelo mundo. Se for incluir tudo, nosso vexame é incalculável. Mais aqui e aqui.

Apesar de tudo, a perda não é total. O mercosul está moribundo, mas ainda vive, temos um acordo com os outros três países e poderemos importar o e6 (como poderíamos importar os carrinhos uruguaios) sem as toneladas de impostos, taxas e burocracia supérfula que encarecem em excesso o Leaf e o Volt. Apesar de o governo não ter interesse nenhum em electrificar e hibridar nossa frota, a BYD tem interesse e planos prontos (aqui) para nos mandar seus eléctricos. Aliás vale lembrar que os carros uruguaios foram isentados do novo IPI (aqui) e a Argentina pode muito bem exigir formalmente igualdade de tratamento, senão o Brasil se faz de Joãozinho-sem-braço e cobra o que não deve.

Zap Truck, derivada da Towner.

Xero e Zaptruck, só para uso urbano.

Analisando bem, que estrangeiro com o juízo em dia montaria uma fábrica no Brasil com todas as operações, se pode dividir com nossos vizinhos de cargas burocrática e tributária menos obscenas? Grande parte dos carros ‘nacionais’ que circula no Brasil é de ‘echo en Argentina’ e quase ninguém sabe… Quer dizer, os argentinos sabem muitíssimo bem.

Por falar nisso, o Uruguai já exporta seus carrinhos eléctricos. O próprio presidente Pepe tomou posse em uma picape cabine dupla eléctrica montada lá, em vez de um carro de luxo importado; a campanha eleitoral dele foi à bordo de um humilde Fusquinha, que acabou se tornando um símbolo de seu governo (aqui e aqui). A picape em que ele tomou posse é uma FAW, que já desembarcou por aqui só à combustão, que chega a 90km/h e roda 105km a esta velocidade, podendo ser recarregada em cinco horas e meia, em uma tomada de 110v. O preço parte de cerca de U$ 20.000,00… Oi, Kombi! Eles também convertem chinesinhos da Cherry (como aqui) para rodar à bateria, já que quando quebram, pode sair mais barato converter do que consertar.

Pepemóvel.

Até quando a cegueira de nossa presidente, herdada de todos os seus antecessores, vai nos privar de sermos grandes exportadores de veículos que têm tudo a ver conosco, não sei, sei que até lá os nossos vizinhos hão de nos socorrer, claro que ganhando muito com isso.

Agora, que tal essa juventude antenada, disposta e patriota organizar protestos por biodiesel e etanol abundantes a preços justos, postos de GNV em todo o país, isenção de impostos para insumos para a fabricação de veículos eléctricos, liberação dos motores diesel para carros de passeio, a regulamentação de mini bugues eléctricos para uso urbano, quem sabe até para garotos de dezesseis anos, como são as motoquinhas importadas. Isto sim, despertaria a curiosidade da população para o que existe de bom lá fora e poria medo nos politipatas que nós sempre elegemos. Vamos, garotara, minha geração arriscou o pescoço para vocês terem o direito a isso, levantem e corram para uma causa justa.

Ei, Argentina, espere por nós!

Spark EV, o pequeno monstro

Saiu no blog da VoltXpedition (aqui) um artigo com vistas explodidas dos motores que equiparão o Spark EV. A montadora está desenvolvendo motores especificamente para o sub compacto, cuja versão eléctrica sai do forno no início de 2013.

O pequenino com cara de pókemon zangado terá nada menos do que 114cv. O modelo com motor 1,2l à combustão gera 83cv e todo mundo considera bom. Podemos esperar ver Sparks fritando pneus e deixando carros esportivos caros para trás, pelo menos nos primeiros cem metros, como mais gente (aqui) já deduz. O pouco entreeixos que suas dimensões permitem, o tornará especialmente valioso em circuitos travados. Com tudo isso podemos esperar ver o nascimento do mercado de preparação de hubmotors, com baterias de carcaças de fibra de carbono, para melhorar a relação peso/potência das mesmas… Tal qual aconteceu com os hot rods nos anos trinta.

Bons marketeiros como todo chevrolista, o pessoal do blog fala como se não fizesse parte da equipe da GM, o que cativa a simpatia imediata da maioria dos leitores. Segundo eles “Embora tudo seja muito sigiloso, alguns membros da mídia local puderam conhecer os progressos com o desenvolvimento de motores de indução e motores de imã permanente”. Estão fazendo um pouco de mistério, deixando a cargo da imaginação, e discussões técnicas da imprensa, especulações se seriam os melhores motores para o Spark, se será escolhido um só ou irá um para o (provável) extensor de autonomia e outro para as rodas, um jogo simples que a gravatinha dourada sempre soube fazer com maestria.

Para mim, ainda que lhe pese boa parte da responsabilidade pelo atraso da evolução dos híbridos e eléctricos, especialmente com a condenação por sabotagem à apresentação do Ford eléctrico no início do século passado, a GM percebeu que tem muito mais a ganhar impulsionando do que retardando o inevitável, mas no Brasil está atrasada.

300km sem lítio

Embora sejam as melhores baterias do mundo, as íon de lítio não são as mais seguras. O que as torna tão mais utilizadas é a relação custo/peso/potência muito favorável. Embora nenhuma ocorrência grave tenha sido registrada por causa delas, não em utilização tracionária.

Mas há os que pagam o preço de uma bateria mais pesada em nome da segurança, e da facilidade de reciclagem. A chinesa BYD lançou o e6, um crossover que chaga (segundo a fábrica) a 140km/h, vai de 0 a 100 em 14s (também segundo a fabrica) e roda até 300km sem recarga, usando baterias de fosfato de ferro (estas) . Mais aqui, aqui e link para o e6 aqui.

O e6 pode ter recarga completa em seis horas, na tomada, ou em 40min em recarga rápida, que só deve ser utilizada esporadicamente, em situações de real necessidade.

Longe de ser atraente para os padrões vigentes, com o tamanho aproximado de um hatch médio, é um carro de desenho sóbrio e discreto, que chamaria atenção no trânsito justo por isso. Parede uma mistura de estilos de outros carros, mas é uma das poucas misturas que dão certo. É espaçoso, são 4,554m de comprimento, 2,83m de entreeixos, 1,822 de largura e 1,63 de altura; os cinco ocupantes deitam e rolam lá dentro. Seus 2020kg são bem levados pelos 65cv de potência nominal, 98cv de pico. Em testes ele já chegou a 160km/h e fez de 0 a 100 em menos de  8s. É um carro tranqüilo, mas que como todo carro pode ser apimentado e incrementado, se houver verba para investir.

Sem os incentivos, custaria cinqüenta e sete mil dólares na China, com eles, sai por US$ 38.430,00… Importar para cá sairia por uns R$ 185.000,00…

A empresa é também famosa por seus ônibus eléctricos, bem como por ser uma das poucas exceções no controle de qualidade e robustez estrutural, entre os fabricantes de veículos de turismo, quando o projecto fica caro demais para ser desenvolvido sozinho, eles compram permissão para produzir base e mecânica, geralmente da Mitsubishi ou Nissan. Recentemente demonstrou interesse claro em montar seus carros (aqui) em Pernambuco, e alguns modelos já são testados (aqui) em território nacional. Website da montadora aqui.

Se ele vem para o Brasil? Caso a BYD concretize seus planos, é possível que a china subsidie a exportação. Antes que alguém aí torça o nariz por causa da origem, devo advertir que os países nórdicos e a Espanha começaram a comprar os ônibus da marca, antes de o PC chinês usar a ajuda como moeda de troca para a liberação de seus productos em solo europeu. Falta de qualidade não acomete um BYD… Resta saber da assistência pós-venda…

Como táxi ele é muito bem aceito na China, por ser espaçoso e, como todo eléctrico, muito econômico.

Eléctricos e furiosos; A Brabus toma iniciativa!

Mais uma dica (aqui e aqui) do leitor Daniel, que supre parte da minha falta de tempo.

A Brabus decidiu não esperar que a Mercedes-Benz tenha total confiança e lance seu Eléctrico puro. Decidiu fazer ela mesma o carro. A plataforma escolhida foi o Classe E. Equipado com um hubmotor em cada roda de 19 polegadas, com potência nominal de 68cv (109cv de pico), cada um com apenas 31kg, 49cm de diâmetro e 11,5cm de espessura, o pico de torque é de absurdos 326kgfm. Para um desempenho normal, o carro poderia ter16 toneladas, como tem apenas um oitavo disso, ele faz de 0 a 100km/h em 6,9s e alcança 220km/h. A autonomia é de 350km, andando em velocidade de cruzeiro de 100km/h.

Em uso normal, o sistema de frenagem recupera quase 70kWh para as baterias, ou seja, quase 95cv, suficientes para o full electric rodar uns 180km. A suspensão regulável foi desenvolvida em conjunto com a Bilstein.

A versão híbrida tem soluções mais acanhadas, estranhamente preferiram fazer um híbrido em série, onde os motores eléctricos auxiliam o diesel (E 220 CDI Turbodiesel) de 200cv e 45,9 kgfm, todo original de fábrica. Os dois eléctricos também embutidos nas rodas, também de 19″, acrescentam até 216cv e 163kgfm em uma arrancada. Assim ele faz de 0 a 100km/h em 7,4s e atinge 220km/h. Apenas com as baterias de íon de lítio (18,6kWh, ou 25,29cv) ele roda até 120km. Certamente para os mais conservadores, ou temerosos de ficar no meio do caminho.

Agora os leitores que vivem caindo aqui ao buscar “íon de lítium”, ou “Já se fabrica carro elétrico?”, vão indagar a respeito dos números. Dão a entender que uma preparadora (relativamente) autônoma confia em seu taco muito mais do que as montadoras. Sim, é verdade, a praga dos departamentos de marketing, que por sua covardia abriram caminho limpo para os chineses, têm medo até que um incêndio criminoso afete a imagem da marca.

A Brabus (Como a Abarth) não é uma preparadora qualquer, é ela que apimenta os Mercedes-Benz para as pistas e tem status (praticamente) de montadora. Tem um nome a zelar e não o arriscaria apenas para ter mais desempenho, a clientela é tão selecta quanto a dos grã-luxo da Baimler-Benz. Para ela o lema “dura pouco, mas enquanto dura ninguém pega” não serve, lá dentro é “Dura e ninguém pega”. Assim como os sistemas de alimentação de um motor à combustão, as melhores baterias também perdem capacidade com o tempo, o que quase não compromete a qualidade do serviço. O problema é que (em valores de hoje) sai muito caro substituí-las, questão que está sendo atenuada mais rapidamente do que o mais aloprado entusiasta poderia prever. Em menos de três anos vi o custo ao consumidor cair pela metade.

As grandes montadoras sempre foram lentas, muitas vezes se beneficiando de pesquisas e aprimoramentos de independentes. Não tenho dúvidas de que a Mercedes-Benz está de olho no virtual sucesso de sua preparadora oficial, para em dois ou três anos lançarum Classe S plug-in puro para rodar 600km ou mais.

Agora, quanto custam estes carros? Não sei. Mas custam o que seu público pode pagar, o que ainda me exclui. Em ambos os modelos, a edição é limitada, ainda sem quantidades reveladas.

Para quem não tem a pequena fortuna, que aumentou com a estúpida conivência do governo com as acomodadas montadoras locais, mas dispuser de uma boa soma e fizer questão de um plug-in em casa, tem o Smart Fortwo (aqui) que passou por longos testes até ser lançado. Faz de 0 a 100km/h em bons 13s e atinge 120km/h, limitados electronicamente. A autonomia de pelo menos 140km varia bastante com o tipo de condução. Acompanha opcionalmente uma bicicleta eléctrica (original de fábrica) de 250W, que tem entrada para um smartphone, e se encaixa perfeitamente na grade que é encaixada traseira do carrinho.

As chances de os Classe E preparados virem são irrisórias, inclusive porque terão edições limitadas, mas eles servirão como laboratório para os futuros Mercedes-Benz híbrido e toto-eléctrico de linha, suja produção seriada reduzirá bem os custos. Até lá, o Smart eléctrico é o único com chances reais de curto prazo a desembarcar em terras brasileiras. Importaram um iMiev por duzentos mil, não importaram? Então…

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